Clara Pinto Correia
Ficcionista, cronista, divulgadora científica e bióloga portuguesa, Clara Pinto Correia nasceu a 30 de janeiro de 1960, na cidade de Lisboa, e morreu a 9 de dezembro de 2025, em Estremoz. Figura sui generis da literatura portuguesa, quer pelo seu estilo de escrita, quer pelas áreas da sua produção ou ainda pelo ritmo de publicação que a autora manteve.
Depois de se ter licenciado em Biologia pela Universidade de Lisboa, onde desempenhou funções docentes, doutorou-se em Biologia Celular, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, prosseguindo uma carreira universitária e de investigação no domínio da Embriologia no Instituto Gulbenkian de Ciência e nos Estados Unidos da América (Buffalo e Universidade de Harvard). Colaborou com várias publicações periódicas, nomeadamente com O Jornal, Jornal de Letras, Visão, Diário de Notícias.A sua estreia literária dá-se em 1984 com o romance Agrião, mas atingiu a popularidade com Adeus Princesa (1985), sucesso editorial transposto para o cinema, espécie de narrativa policial, que introduz cada um dos capítulos com décimas de habitantes do Alentejo, e que tem por tema um crime passional. A consagração máxima deu-se depois da publicação do folhetim E se tivesse a bondade de me dizer porquê? em coautoria com Mário de Carvalho, numa obra em que os dois escritores foram responsáveis por capítulos que se intercalam, sem nunca se encontrarem. Esta obra confirmou a sua vocação ficcional e colocou em evidência algumas características de estilo que distinguiram obras mais recentes (Ponto Pé de Flor, Domingo de Ramos) como o humor, a tendência para mesclar géneros romanescos diversos (o policial, a ficção científica), o recurso a vários registos de língua ou a intuição de tensões sociais e etárias. Poder-se-á chamar a Clara Pinto Correia a autora pós-moderna por excelência, constando da sua bibliografia desde inquéritos de cariz sociológico a uma fotonovela, passando por literatura infantil, crónica, poesia, narrativa, e divulgação científica. Destacam-se na sua obra, para além dos já citados, na ficção: Ponto Pé de Flor e Mais que Perfeito; na literatura infantil: Quem Tem Medo Compra um Cão, A Minha Alma Está Parva e A Ilha dos Pássaros Doidos; na divulgação científica: Os Bebés-Proveta, Clonai e Multiplicai-vos e O Ovário de Eva.
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Como referenciar
Clara Pinto Correia na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$clara-pinto-correia [visualizado em 2026-06-04 16:11:23].
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