Cláudio

Romance de Júlio César Machado, escrito aos 16 anos, sob a influência de Balzac e das Memórias dum Doido, de Lopes de Mendonça, autor que, aliás, prefacia a obra. O protagonista, Cláudio de Mendonça, é um jovem cínico e cético que, depois de um primeiro desgosto amoroso, desposa sem amor Maria, uma jovem herdeira órfã e rica, para a lançar perversamente nos braços do seu amigo Luís, também ele dececionado com o amor. Porém, quando Maria e Luís se apaixonam, Cláudio descobre que sempre amou a mulher. Após a partida de Luís, incapaz de trair o amigo, Maria envenena-se e Cláudio segue-a no suicídio, bebendo o resto do seu veneno e morrendo abraçado ao seu cadáver, descobrindo assim o amor no limiar da morte.
A segunda edição de Cláudio inclui o fragmento memorialista Aquele tempo, em que César Machado recorda os primeiros tempos da sua vida literária, desde que começou a traduzir peças para o Teatro do Ginásio até à publicação de Cláudio, passando pela evocação de várias figuras do meio literário lisboeta, como Lopes de Mendonça, seu "padrinho literário".
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