Clemente IX

Papa italiano, nascido em Pistoya, a 27 de janeiro de 1600, Júlio Rospigliosi pertencia a uma família da nobreza. Estudou inicialmente em Roma, no colégio dos jesuítas, tendo-se licenciado em Teologia e Filosofia na Universidade de Pisa. Em 1631 tornou-se secretário da Congregação dos Ritos e no ano seguinte referendatário dos tribunais da Signatura da graça e da justiça. Foi cónego e vigário capitular da Santa Maria Maggiore, secretário de breves, arcebispo de Tarso, governador de Roma (após a morte de Inocêncio X), núncio papal em Espanha, secretário de Estado e a partir de 1567 cardeal de Santo Sisto.
Este pontífice, que pontificou de 20 de junho de 1667 a 9 de dezembro de 1669, empenhou-se na remodelação da Congregação de religiosos, pelo que criou uma que seria encarregue dos assuntos que dissessem respeito às relíquias e às indulgências. Nomeou também o cardeal Azzolini, que tinha apoiado a sua eleição, secretário de Estado.
Tendo tentado unir os senhores católicos para formar uma força consistente que combatesse o perigoso ataque dos turcos, que estavam a conquistar cada vez mais terrenos, viu as suas intenções defraudadas pela pouquíssima ajuda prestada. Clemente IX serviu de mediador nos conflitos de Espanha com França e Portugal, tendo participado no processo de reconhecimento da independência de Portugal em 1668 e legitimado os bispos portugueses que tinham sido empossados durante a guerra.
Em 1669 foi emitida a Pax Clementina, documento que assinala o fim aparente das hostilidades entre os católicos e os jansenistas, tendo estes últimos reconhecido apenas exteriormente os erros da sua doutrina.
O papa providenciou o término da colunata de Bernini e encomendou as obras de restauro de Santa Maria Maggiore (onde foi sepultado). Paralelamente, incentivou e protegeu homens destacados nos meios literários e científicos.
Neste pontificado foi beatificada Santa Rosa de Lima e canonizados Santa Maria Madalena dei Pazzi e São Pedro de Alcântara.
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