Clemente XI

Papa italiano, nascido em Urbino a 3 de julho de 1649, João Francisco Albani pertencia a uma família da nobreza. No ano de 1660 deslocou-se para Roma, onde estudou e voltou a Urbino para se licenciar em Direito. Regressou a Roma e foi referendário das Signaturas, governador de Orvieto, de Rieti e de Sabina, secretário de breves, cónego de São Lourenço e de São Pedro, cardeal a partir de 1690, assessor papal, membro de diversas congregações e elaborou o texto da bula Romanum decet Pontificem, de 1692.
Consagrado a 8 de dezembro de 1700, após uma resistência inicial em aceitar a tiara pontifícia, escolheu o cardeal Paolucci para desempenhar o cargo de secretário de Estado.
Houve em 1709 uma rutura oficial de relações com Espanha, mais propriamente com o rei Filipe V, uma vez que o papa se viu obrigado a reconhecer o direito do arquiduque Carlos, filho de imperador Leopoldo, ao reino de Espanha. Acabou assim a nunciatura, ou representação pontifical, em terras castelhanas de domínio filipino, tendo cessado as rendas que se enviavam à Santa Sede, proibidas quaisquer relações com a mesma e custodiados todos os seus bens e direitos. O papa declarou, por sua vez, que os bispos investidos por Filipe V não seriam reconhecidos, apenas aqueles que o fossem pelo arquiduque Carlos. A guerra entre estes dois pretendentes ao trono espanhol terminou quando Leopoldo se tornou imperador e renunciou à sua pretensão, não tendo tido a Santa Sede qualquer peso nas negociações de paz. Em 1721 restabeleceram-se as relações com Filipe V e a nunciatura papal em Espanha. Em 1704 foram proibidos os ritos chineses e malabares (da Índia), que tanta controvérsia tinham causado até então, o que causou o desagrado do imperador da China e dos missionários. Estes acabaram por ser expulsos pelo imperador, que mandou também destruir as igrejas católicas e proibiu o cristianismo.
O seu papado terminou a 19 de março de 1721.
Clemente IX foi sepultado na basílica de São Pedro.
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