Colónias Romanas
Roma, potência sobretudo continental, não conduziu uma política colonial sistemática, tendo-a feito antes para consolidar o seu poderio nos territórios anexados, criando colónias militares que, secundariamente, se tornaram colónias agrícolas e colónias de povoamento, nas quais se instalavam os proletários ou os veteranos da Legião (com os 20 anos de serviço militar cumpridos).
Ao contrário das colónias gregas, onde a iniciativa privada, pelo menos no seu início, tinha um papel importante, as colónias romanas dependiam da iniciativa do Estado, existindo dois tipos de colónias: as romanas e as latinas.
As colónias romanas propriamente ditas, que eram essencialmente guarnições fortificadas em países conquistados recentemente, não comportavam, inicialmente, mais do que cerca de 300 homens, mas o seu efetivo cresceu rapidamente para cerca de 6000 homens. Estas colónias multiplicaram-se a partir do século III a. C. - contam-se no total mais de duas centenas. Usufruíam de uma certa autonomia administrativa; os colonos preservavam os direitos de cidadãos romanos; a colónia constituía uma espécie de Roma em miniatura, com o seu senado, os seus comícios, os seus magistrados (duoviri ou praetores). Estas colónias formavam uma rede de vigilância e estabilização das federações.
As colónias latinas foram fundadas a partir do século V a. C. pela liga latina. Inicialmente eram compostas por metade de romanos, e por metade de latinos, mas, a partir do século IV, a sua composição torna-se mais variada e os proletários tornam-se no elemento predominante. A maior parte das colónias agrícolas pertencia a este tipo. As colónias latinas beneficiavam de uma grande autonomia, mas os seus membros só possuíam uma parte dos direitos do cidadão romano. Desde o século III a. C., Roma começa a criar também colónias de povoamento nas regiões marítimas, na Sicília, na Sardenha e depois em África. Tratava-se de dotar de terras e trabalho os proletários, afastando assim de Roma elementos suscetíveis de provocar distúrbios. Mas as tentativas de colonização de Caius Gracchus, nomeadamente em Cartago, revelaram-se um insucesso. A partir de Sylla, numerosas colónias foram criadas para os veteranos. César e Augusto retomaram com sucesso a colonização de África, territórios que atualmente correspondem à Tunísia e Argélia Oriental. Grande parte das cidades situadas fora de Itália tiveram a sua origem em colónias romanas, entre outras Aix-en-Provence, Arles, Narbonne, Cordoue, York, etc.
Ao contrário das colónias gregas, onde a iniciativa privada, pelo menos no seu início, tinha um papel importante, as colónias romanas dependiam da iniciativa do Estado, existindo dois tipos de colónias: as romanas e as latinas.
As colónias romanas propriamente ditas, que eram essencialmente guarnições fortificadas em países conquistados recentemente, não comportavam, inicialmente, mais do que cerca de 300 homens, mas o seu efetivo cresceu rapidamente para cerca de 6000 homens. Estas colónias multiplicaram-se a partir do século III a. C. - contam-se no total mais de duas centenas. Usufruíam de uma certa autonomia administrativa; os colonos preservavam os direitos de cidadãos romanos; a colónia constituía uma espécie de Roma em miniatura, com o seu senado, os seus comícios, os seus magistrados (duoviri ou praetores). Estas colónias formavam uma rede de vigilância e estabilização das federações.
As colónias latinas foram fundadas a partir do século V a. C. pela liga latina. Inicialmente eram compostas por metade de romanos, e por metade de latinos, mas, a partir do século IV, a sua composição torna-se mais variada e os proletários tornam-se no elemento predominante. A maior parte das colónias agrícolas pertencia a este tipo. As colónias latinas beneficiavam de uma grande autonomia, mas os seus membros só possuíam uma parte dos direitos do cidadão romano. Desde o século III a. C., Roma começa a criar também colónias de povoamento nas regiões marítimas, na Sicília, na Sardenha e depois em África. Tratava-se de dotar de terras e trabalho os proletários, afastando assim de Roma elementos suscetíveis de provocar distúrbios. Mas as tentativas de colonização de Caius Gracchus, nomeadamente em Cartago, revelaram-se um insucesso. A partir de Sylla, numerosas colónias foram criadas para os veteranos. César e Augusto retomaram com sucesso a colonização de África, territórios que atualmente correspondem à Tunísia e Argélia Oriental. Grande parte das cidades situadas fora de Itália tiveram a sua origem em colónias romanas, entre outras Aix-en-Provence, Arles, Narbonne, Cordoue, York, etc.
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Como referenciar
Colónias Romanas na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$colonias-romanas [visualizado em 2026-07-04 21:38:13].
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