Com os Fantasmas Não se Brinca
Obra de Mário Castrim, fala de um casal e uma rapariga que, para matar o tempo e o tédio, afugentam, com um mecanismo que simula fantasmas, todas as visitas que pedem para pernoitar na sua casa. A próxima vítima é uma inglesa cujo carro avariara nas imediações da residência.
Só que desta vez a brincadeira não correrá bem: tendo seguido a inglesa que fugira espavorida, a rapariga, ao voltar, conta aterrada que a inglesa se afogara no tanque. O marido, que fora atrás da rapariga, mata-a para não ser denunciado, e, de volta a casa, confessa à mulher o crime que cometera. A mulher, cansada dos atos perversos do marido, sobe para o quarto onde se enforcará. Com a chegada da guarda, e depois de acusado o homem pelos crimes cometidos, entra a inglesa que, afinal, não morrera. A fábula comporta assim uma moralidade: "Todos temos a experiência de como o manuseio inábil de certas armas (de certas ações, de certos conceitos, de certas palavras...) conduziu ao lugar onde a tragédia mora.
Por isso, o melhor é não se brincar com fantasmas." (Da contracapa)
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