Companhia de Comércio de Macau

Após a Restauração, Macau passou a depender cada vez mais dos chineses, assumindo os jesuítas um papel muito importante no estreitar dessas relações.
Com a subida ao trono da dinastia Manchu, por volta de 1680, os portugueses conseguiram obter o monopólio do comércio com Cantão, muito cobiçado pelos ingleses. Porém, em 1688, os chineses estabeleceram uma alfândega em Macau, prejudicando a economia deste território já que cobrava os direitos que eram devidos à cidade.
D. João V tentou obter um equilíbrio das relações que não pusesse em causa o futuro de Macau como entreposto comercial e como base do cristianismo no Extremo Oriente. O comércio entre Macau e o Reino fazia-se durante todo o ano. Nos finais do século XVII, chegavam a Lisboa, via Macau e Goa, muitos produtos chineses como papéis, lacre, damascos e sedas, faianças, contadores, baús, etc.
No fundo, era para o tráfego com o Oriente que se virava a atenção portuguesa através da organização do comércio em companhias privilegiadas.
Assim, D. Pedro II, em carta régia de 24 de março de 1685, recomendava ao Conde de Alvor, vice-rei da Índia, o estabelecimento de uma companhia de comércio que ficava com o comércio exclusivo do Oriente e de Moçambique e suas dependências.
Porém, Macau não concordou com o monopólio desta companhia, ficando isento dele.
Esta companhia acabou por ser extinta em 1699.
Em 1710, uma outra companhia de comércio, desta feita com Macau, da qual pouco se conhece, a não ser o facto de que as naus vindas de Macau não passariam por Goa, o que constituiria um grave prejuízo para a alfândega da Índia, já que com estas taxas eram pagas as milícias e os direitos reais no Estado da Índia.
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