Condenação de Jesus Cristo

A condenação de Jesus teve lugar, segundo os Evangelhos, numa sexta-feira e o responsável pela sentença foi Pôncio Pilatos, o governador romano na altura. O processo teve várias fases, relatadas pelos quatro evangelistas. Assim S. Marcos e S. Mateus dão-nos conta que houve à meia-noite uma reunião no Sinédrio, presidido por Caifás, de forma a reunir testemunhas incriminatórias de Jesus, intenções que não foram levadas a bom termo, pelo que o Sumo Sacerdote perguntou diretamente a Jesus se era o filho do Messias. Jesus confirmou a sua filiação o que, na opinião dos membros do Sinédrio, constituiu uma autêntica blasfémia. A consequência imediata foi a sua condenação à morte. São Lucas ainda relata que Cristo foi levado, por ordem de Pilatos, à presença de Herodes Antipas. No entanto, após um interrogatório inconclusivo, este devolve-O a Pilatos. O Evangelho de S. João não faz qualquer alusão ao julgamento no Sinédrio, apenas refere que Jesus foi levado à presença de Pilatos para ser julgado. Este deu a escolher ao povo entre a morte de Jesus e a libertação de Barrabás, preso acusado de sedição contra Roma. O povo escolheu Barrabás e Pilatos condenou Jesus à morte na cruz, castigo aplicado aos sentenciados acusados de crime capital (apesar de não ser este o caso). Ficou célebre o ato narrado por S. Mateus (Mt. 27, 24) em que Pilatos lava as mãos, excusando-se de qualquer responsabilidade nesta condenação.
Pilatos defrontava-se perante uma dualidade: por um lado, o desprezo pelo povo judeu levava-o a assumir uma posição de rejeição das acusações que faziam a Jesus; por outro lado, não lhe interessava manter a presença de um homem que considerava um agitador, pondo assim em causa o poder romano.
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