Conflito Indo-Chinês

Este conflito foi despoletado em fins da década de 50 do século XX pela ocupação militar chinesa de um território de cerca de 31 mil km2 na fronteira himalaica indo-chinesa, reclamado pelos indianos como parte integrante do seu país. As negociações encetadas pela Índia e pela China não foram frutíferas e os combates reacenderam-se em 1962, dando início à Guerra Sino-Chinesa.
As forças armadas chinesas avançaram novamente sobre as fronteiras reivindicadas pela Índia e os chineses retirariam as suas tropas em 1959; no entanto, a agressão já tinha enfraquecido o prestígio da China junto das nações neutrais da Ásia e da África.
No Sudoeste da Ásia os chineses comunistas dão o seu apoio moral e material aos movimentos comunistas no Vietname e no Laos e os oficiais das embaixadas chinesas desempenharam um papel ativo no fomento das revoltas comunistas. Tal facto valeu-lhes a expulsão da Indonésia em 1965, onde uma numerosa população chinesa teve de suportar a impopularidade do regime comunista chinês. O Camboja e a Birmânia mantiveram as suas relações com a China, mas estavam mais ligados à União Soviética e só a Albânia ficou incondicionalmente do lado da China.
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