Conquista da Inglaterra

O espaço que hoje conhecemos como Inglaterra foi primitivamente ocupado pelo povo celta, os bretões, e foi sucessivamente ocupado pelos romanos, os anglo-saxões, os dinamarqueses e os normandos oriundos da França.
Os bretões das regiões montanhosas da Cornualha e do País de Gales deixaram provas da sua passagem, mas os normandos e os romanos não foram tão influentes porque a população que se instalou neste território era em número muito inferior. Os anglo-saxões e os dinamarqueses implantaram-se na região, os primeiros a sudeste na heptarquia anglo-saxónica, e os segundos na Nortúmbria (Northumberland). O território habitado pelos celtas da Britânia foi reconquistado pelos romanos no século I, durante o movimento expansionista de um império em formação; contudo, a romanização limitou-se às Midlands e à bacia de Londres. Adriano e António construíram uma muralha de proteção contra os pictos e os escotos.
Em 407, os romanos deixaram a ilha, que foi tomada pelos anglos e os saxões. Estes repeliram as populações celtas até às extremidades da ilha e fundaram no Sul a heptarquia anglo saxónica que evoluiu para uma monarquia, cujas bases foram lançadas por Alfredo, o Grande (871-899).
O país, evangelizado por monges romanos e irlandeses, tornou-se um importante centro cultural, de onde partiram missionários para o continente, como S. Beda, o Venerável. A Inglaterra esteve submetida ao poderio dos dinamarqueses de 1017 a 1035, mas Guilherme, o Conquistador, duque da Normandia, após a vitória na Batalha de Hastings, em 1066, fundou o reino anglo-normando.
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