Constantino

Papa italiano, crê-se que tinha as suas raízes na Síria, sendo filho de João, e que teria sido arquidiácono antes da sua consagração como bispo de Roma.
Um ano após esta consagração, Constantino I sagrou Félix bispo de Ravena. Este, contudo, quis tornar a sede autónoma e recusou o voto de fidelidade ao pontífice romano. Como consequência do seu comportamento foi desterrado, com os olhos vazados, retornando apenas em 712.
Constantino I foi um papa que desfrutou de uma grande popularidade, apesar dos difíceis tempos em que decorreu grande parte do seu pontificado, de 25 de março de 708 a 9 de abril de 715. Este papa não permitiu aos bispos de Milão a designação dos bispos de Pavia, como tinha sido uso até ao estabelecimento dos lombardos.
Entre os anos 710 e 711 esteve em Bizâncio, a convite do imperador Justiniano II, para que as conclusões do Quinquagésimo Sexto Concílio, realizado em 692, fossem do agrado tanto da Igreja Oriental como da Ocidental. Foi auxiliado nesta difícil tarefa pelo futuro papa Gregório, que então era diácono.
Tendo esta missão sido concluída com satisfação tanto do papa como do imperador, este confirmou os direitos de Constantino sobre a cidade de Roma.
Ao regressar a Roma deparou-se com a notícia da invasão muçulmana de Espanha. No final do ano de 711 recebeu uma carta de Filipico Bardanes, pretendente ao trono de Justiniano, que tinha sido assassinado, pedindo ao papa que confirmasse a sua confissão de fé. Constantino I não aceitou esta confissão, uma vez que Filipico era monotelista e tinha usurpado o trono de Justiniano, o que provocou acesos confrontos na cidade de Roma. Com a substituição de Filipico por Anastácio II instaurou-se de novo a paz. Este episódio demonstra claramente a autoridade que estava a ser reconhecida aos pontífices romanos.
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