Constantino II

Os chefes de duas fações romanas (o primicerius Cristóforo, da nobreza do senado, e o duque Toto de Nepi, da milícia) juraram no leito de morte do papa Paulo I que propiciariam eleição do seguinte pontífice conforme os devidos trâmites. Contudo, o duque Toto fez com que o seu irmão Constantino, um leigo, fosse ordenado e consagrado por três bispos, em 767, depois de ter realizado um golpe de Estado.
Cristóforo, por seu lado, contactou o rei Desidério relatando-lhe o sucedido. Este enviou tropas ao filho de Cristóforo, Sérgio, que invadiu Roma, matou o duque de Nepi e cegou Constantino.
Foi então legalmente eleito Estêvão III, candidato proposto por Cristóforo.
Mais tarde, no sínodo realizado em Roma em abril de 769, Constantino arrependeu-se dos seus erros, foi declarado antipapa, anularam-se as suas determinações e foi condenado à expiação perpétua.
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