Convento de N. Sra. do Carmo (Moura)
Fundado próximo do ano de 1251, durante o reinado de D. Afonso III, o Convento de N. Sra. do Carmo da vila alentejana de Moura é uma obra dos monges-cavaleiros hospitalários da Ordem de Malta e o primeiro dos cenóbios dos Carmelitas em território nacional. Profundamente remodelado no século XVI, N. Sra. do Carmo sofreu posteriores remodelações, ocorridas no século XVIII e que lhe introduziram elementos arquitetónicos e decorativos próprios da exuberante linguagem barroca. Contudo, apesar destas profundas alterações, o conjunto monástico revela ainda sinais artísticos da primitiva construção gótica.
Da sua fachada principal ressalta sobretudo o seu equilibrado e harmonioso portal renascentista, obra quinhentista levantada em pedra mármore, sendo sobrepujado por um nicho com a estátua de N. Sra. do Carmo.
O interior apresenta um corpo dividido em três naves, delimitadas por seis tramos que são marcados por arcaria de volta perfeita, repousando sobre colunas de mármore capitelizadas. Lateralmente abrem-se várias capelas, destacando-se algumas destas pela sua beleza estrutural e decorativa. No lado de Epístola menciona-se a dedicada a Sta. Ana, capela quinhentista rasgada por um portal renascentista e coberta por uma abóbada artesoada, mandada edificar por João Fernandes de Pino - cujo seu túmulo manuelino se encontra adossado à parede do lado do Evangelho. A última das capelas da Epístola foi refeita na era de Seiscentos, estando coberta por abóbada nervurada, enquanto as suas paredes são preenchidas por um revestimento cerâmico polícromo e padronizado do século XVII. No lado oposto do Evangelho, o destaque vai para a Capela de S. Martinho, com o seu portal clássico quinhentista, sobrepujado pelo brasão eclesiástico dos Limpos, símbolo heráldico que materializa o patrocinador deste empreendimento, o alto dignitário religioso originário de Moura e que foi arcebispo de Braga, D. Frei Baltasar Limpo. Reconstruída em 1725 por iniciativa de Frei Pedro das Chagas, a capela-mor possui um belo teto com afrescos, preenchida com figurações douradas de brutescos. No lajeado da capela-mor observa-se a sepultura quinhentista de um alcaide -mor de Moura, D. Rodrigo de Eça, sobressaindo da campa o seu brasão heráldico e a invocação em caracteres góticos. Na parede esquerda da capela-mor rasga-se um pequeno portal do século XVI, de arco polilobado, que estabelece o acesso à sacristia original, coberta por uma magnífica abóbada ogival polinervurada, ostentando nos bocetes a Cruz de Malta - símbolo dos fundadores do cenóbio que se repetem na cobertura do refeitório conventual. As paredes são revestidas por elegantes e padronizados tapetes de azulejo seiscentistas. Através da portaria alcança-se o equilibrado e harmonioso claustro quinhentista, de planta quandrangular e disposto em dois andares. O piso térreo é marcado por uma arcaria de volta perfeita assente em colunas dóricas em mármore, enquanto o segundo piso é marcado por colunata da ordem jónica. Superiormente a este, corre um terraço protegido por uma grade losangular de tijoleira. No centro do pátio ajardinado destaca-se um belo fontenário de águas frescas.
O interior apresenta um corpo dividido em três naves, delimitadas por seis tramos que são marcados por arcaria de volta perfeita, repousando sobre colunas de mármore capitelizadas. Lateralmente abrem-se várias capelas, destacando-se algumas destas pela sua beleza estrutural e decorativa. No lado de Epístola menciona-se a dedicada a Sta. Ana, capela quinhentista rasgada por um portal renascentista e coberta por uma abóbada artesoada, mandada edificar por João Fernandes de Pino - cujo seu túmulo manuelino se encontra adossado à parede do lado do Evangelho. A última das capelas da Epístola foi refeita na era de Seiscentos, estando coberta por abóbada nervurada, enquanto as suas paredes são preenchidas por um revestimento cerâmico polícromo e padronizado do século XVII. No lado oposto do Evangelho, o destaque vai para a Capela de S. Martinho, com o seu portal clássico quinhentista, sobrepujado pelo brasão eclesiástico dos Limpos, símbolo heráldico que materializa o patrocinador deste empreendimento, o alto dignitário religioso originário de Moura e que foi arcebispo de Braga, D. Frei Baltasar Limpo. Reconstruída em 1725 por iniciativa de Frei Pedro das Chagas, a capela-mor possui um belo teto com afrescos, preenchida com figurações douradas de brutescos. No lajeado da capela-mor observa-se a sepultura quinhentista de um alcaide -mor de Moura, D. Rodrigo de Eça, sobressaindo da campa o seu brasão heráldico e a invocação em caracteres góticos. Na parede esquerda da capela-mor rasga-se um pequeno portal do século XVI, de arco polilobado, que estabelece o acesso à sacristia original, coberta por uma magnífica abóbada ogival polinervurada, ostentando nos bocetes a Cruz de Malta - símbolo dos fundadores do cenóbio que se repetem na cobertura do refeitório conventual. As paredes são revestidas por elegantes e padronizados tapetes de azulejo seiscentistas. Através da portaria alcança-se o equilibrado e harmonioso claustro quinhentista, de planta quandrangular e disposto em dois andares. O piso térreo é marcado por uma arcaria de volta perfeita assente em colunas dóricas em mármore, enquanto o segundo piso é marcado por colunata da ordem jónica. Superiormente a este, corre um terraço protegido por uma grade losangular de tijoleira. No centro do pátio ajardinado destaca-se um belo fontenário de águas frescas.
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Como referenciar
Convento de N. Sra. do Carmo (Moura) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$convento-de-n.-sra.-do-carmo-(moura) [visualizado em 2026-06-04 22:39:22].
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