Convento dos Loios (Arraiolos)
Situado nos arredores da vila alentejana de Arraiolos, no denominado Vale das Flores, o Convento dos Loios pertenceu à Ordem de S. João Evangelista (dos Padres Loios) e foi fundado no ano de 1527.
Após a extinção das ordens religiosas, o cenóbio e as suas propriedades foram vendidas a particulares, embora o estado português o tenha readquirido e convertido parte das suas dependências em pousada nacional. Este convento foi classificado em 1974 como Imóvel de Interesse Público (I.I.P.).
Este mosteiro do século XVI apresenta um caldeamento de diferentes tendências artísticas, desde o gótico final da época manuelina, passando pelo classicismo renascentista, até à exuberância da linguagem barroca, fruto das diversas campanhas de obras ao longo dos séculos.
Dos diversos volumes que formam este cenóbio, destaca-se, desde logo, o perfil da torre sineira quadrangular marcada pelos graníticos cunhais e rematada por um lanternim com colunelos jónicos.
No lado nascente, a igreja e as dependências conventuais são reforçadas por contrafortes cilíndricos e facetados, os primeiros demarcando o corpo e cabeceira da igreja e terminados por cones com o vértice esférico. Numa outra ala exterior abre-se, entre robustos contrafortes retangulares, uma galilé que corresponde ao coro alto, sobre a qual se desenvolve um pórtico que protege o portal naturalista da igreja.
O interior é formado por uma nave única e um elevado pé direito, repartindo-se a abóbada da nave por três tramos, desenhando feixes de nervuras e decorados fechos, que partem de mísulas adossadas à parte superior das paredes laterais. Totalmente revestidas de azulejos estão as paredes, apresentando figuração sagrada e motivos padronizados, obra realizada cerca de 1700 pelo espanhol Gabriel del Barco.
As duas capelas construídas no flanco sul do templo são de muito boa qualidade artística. Uma apresenta-se coberta por abóbada de nervuras, tem as suas paredes revestidas a azulejos dos inícios de Setecentos e da mesma autoria, guardando o túmulo de João Garcês, o fundador deste cenóbio. A outra capela tem uma ambiência classicista, também decorada com azulejos do mesmo atelier e alberga o túmulo de Fernão Pereira, Alcaide-mor de Arraiolos e fidalgo da Casa de Bragança.
Igualmente coberta por uma imbricada abóbada de nervuras elípticas é a capela-mor, com os bocetes preenchidos com a Cruz de Cristo. No fundo mostra-se aparatoso retábulo em talha dourada barroca.
Dentro de todas as interessantes dependências conventuais dos Loios, o seu claustro clássico é aquele que ganha maior destaque. Concluído em 1575, o claustro está dividido em dois pisos, o primeiro constituído por arcos de volta perfeita sobre colunas tocanas, reforçados por poderosos contrafortes e decorados por silhares de azulejos geométricos azuis e brancos. A galeria superior apresenta balcão simples aberto e ritmado por colunelos. O pátio é frondoso e tem uma fonte central em mármore.
Após a extinção das ordens religiosas, o cenóbio e as suas propriedades foram vendidas a particulares, embora o estado português o tenha readquirido e convertido parte das suas dependências em pousada nacional. Este convento foi classificado em 1974 como Imóvel de Interesse Público (I.I.P.).
Este mosteiro do século XVI apresenta um caldeamento de diferentes tendências artísticas, desde o gótico final da época manuelina, passando pelo classicismo renascentista, até à exuberância da linguagem barroca, fruto das diversas campanhas de obras ao longo dos séculos.
No lado nascente, a igreja e as dependências conventuais são reforçadas por contrafortes cilíndricos e facetados, os primeiros demarcando o corpo e cabeceira da igreja e terminados por cones com o vértice esférico. Numa outra ala exterior abre-se, entre robustos contrafortes retangulares, uma galilé que corresponde ao coro alto, sobre a qual se desenvolve um pórtico que protege o portal naturalista da igreja.
O interior é formado por uma nave única e um elevado pé direito, repartindo-se a abóbada da nave por três tramos, desenhando feixes de nervuras e decorados fechos, que partem de mísulas adossadas à parte superior das paredes laterais. Totalmente revestidas de azulejos estão as paredes, apresentando figuração sagrada e motivos padronizados, obra realizada cerca de 1700 pelo espanhol Gabriel del Barco.
As duas capelas construídas no flanco sul do templo são de muito boa qualidade artística. Uma apresenta-se coberta por abóbada de nervuras, tem as suas paredes revestidas a azulejos dos inícios de Setecentos e da mesma autoria, guardando o túmulo de João Garcês, o fundador deste cenóbio. A outra capela tem uma ambiência classicista, também decorada com azulejos do mesmo atelier e alberga o túmulo de Fernão Pereira, Alcaide-mor de Arraiolos e fidalgo da Casa de Bragança.
Igualmente coberta por uma imbricada abóbada de nervuras elípticas é a capela-mor, com os bocetes preenchidos com a Cruz de Cristo. No fundo mostra-se aparatoso retábulo em talha dourada barroca.
Dentro de todas as interessantes dependências conventuais dos Loios, o seu claustro clássico é aquele que ganha maior destaque. Concluído em 1575, o claustro está dividido em dois pisos, o primeiro constituído por arcos de volta perfeita sobre colunas tocanas, reforçados por poderosos contrafortes e decorados por silhares de azulejos geométricos azuis e brancos. A galeria superior apresenta balcão simples aberto e ritmado por colunelos. O pátio é frondoso e tem uma fonte central em mármore.
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Como referenciar
Convento dos Loios (Arraiolos) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$convento-dos-loios-(arraiolos) [visualizado em 2026-06-20 06:29:28].
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