cooperação internacional

Uma forma de cooperação internacional que assume significado especial é aquela que se processa entre os países mais desenvolvidos e os países menos desenvolvidos. No contexto resultante das descolonizações, tem-se verificado que há interesse recíproco na manutenção de relações privilegiadas entre os antigos colonizadores e os antigos colonizados. Embora isso não se verifique em todos os casos, é o que sucede, por exemplo, no seio da Comunidade Britânica e entre Portugal e os países africanos de língua portuguesa.
As ações de cooperação têm lugar em vários domínios: na economia, pela oferta de tecnologia e pela concessão de crédito externo e de incentivos ao investimento; na cultura, através de intercâmbios diversos; na educação, desde o ensino básico até à formação de quadros, quer através da deslocação de professores, quer através do acolhimento de estudantes noutros países; por vezes, na assistência humanitária e na saúde, pelo fornecimento de géneros, equipamento hospitalar e fármacos, e pelo envio de técnicos de saúde; na vertente militar, pela participação na formação e organização das tropas; na vertente política, pela concessão de direitos políticos, sociais e económicos especiais aos cidadãos dos países cooperantes, e pelo auxílio prestado em negociações de paz (quando há situações de guerra civil), na fiscalização de processos eleitorais, etc.
A cooperação aproveita simultaneamente a todos os parceiros - aos países menos desenvolvidos, porque dela lhes advêm os benefícios mais diversos; aos mais desenvolvidos, porque dela retiram vantagens económicas e influência política. Para além disso, as ações de cooperação ajudam a preservar as identidades culturais entre os povos, quando as há, como é o caso da lusofonia.
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