corrosão química

Dependendo do tipo de material e do meio de ataque, a corrosão química assume formas muito diferentes. No caso dos metais, por exemplo, um ataque superficial uniforme (ferrugem do ferro) forma orifícios (aparecimento de orifícios profundos, isolados, finos, como se fossem feitos por uma agulha) ou uma corrosão intercristalina.
A corrosão é favorecida quando o metal está em contacto com outro metal eletroquimicamente mais nobre, através de uma união condutora de eletricidade, e exposto à humidade, dado que nestas condições o primeiro metal constitui o ânodo de uma pilha galvânica.
A corrosão pode também progredir devido a sobrecargas de natureza mecânica. Para se efetuar uma proteção contra a corrosão pode-se aplicar um revestimento resistente, por exemplo de metais (zincagem, cromagem e niquelagem), de materiais vidrantes (esmaltagem) ou de tintas, com as quais se obtém, por adição de produtos especiais uma acentuada proteção contra a corrosão.
Outro procedimento consiste em revestir o material com folhas de plástico.
Em objetos que sofram contínua exposição à água, aplica-se frequentemente uma proteção catódica. Esta baseia-se essencialmente no facto de que o metal a proteger é ligado a um elétrodo constituído por um metal menos nobre, o qual passa a constituir o ânodo da pilha assim formada. Os metais mais usados como ânodos são o zinco e o magnésio.
Por fim, ainda é possível efetuar uma proteção contra a corrosão usando o método da proteção anódica. Esta baseia-se na propriedade que possuem certos metais e ligas de se passivarem num dado meio quando neles circula uma corrente anódica. Um exemplo típico é a proteção de depósitos de aço que contêm ácido sulfúrico, em que apenas é necessário fazer passar uma corrente de alguns amperes, durante uma fração de segundo, para se obter a passivação do aço.
Como referenciar: corrosão química in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-17 16:11:21]. Disponível na Internet: