Cristianização dos Francos

A expansão dos Francos teve início com a grande invasão germânica de 406. Porém, o Estado franco foi organizado por Clóvis (481-511), filho de Childerico I e neto de Meroveu, o fundador da monarquia merovíngia, que, nos meados do século VIII, abrangia toda a Gália.
Com Clóvis, os Francos tornaram-se senhores de toda a Gália.
O facto de se terem mantido pagãos durante este período de tempo permitiu aos Francos colecionar vitórias importantes, já que estavam abertos à conversão ao cristianismo. No entanto, desde muito cedo beneficiaram da simpatia do episcopado e dos fiéis galo-romanos, enquanto os outros germânicos aderiram à heresia ariana, como é o caso dos Burgúndios, Vândalos e Visigodos. Senhor de toda a Gália setentrional até ao Loire, Clóvis, após ter destruído o reino romano de Siágrio (486), submeteu os Alamanos na batalha de Tolbiac (496) e tornou-se no chefe moral da Gália, devido ao seu batismo ou conversão em 496, onde conseguiu a simpatia e colaboração da Igreja romana no combate contra os outros povos germânicos, pagãos e heréticos. Convertido o rei, logo de imediato a sua corte e depois o povo, não tardaram também a abraçar o Cristianismo, numa altura em que o monaquismo entrava em França, graças a João Cassiano e depois aos Beneditinos ao longo dos séculos VI-VIII.
A vitória de Clóvis sobre os Visigodos, que foram remetidos para a Espanha na sequência da batalha de Vouillé (507), assegurou a expansão deste reino até ao Garona. Conseguiu a reunião dos Francos Sálios e Ripuários, sendo considerado o primeiro rei de França.
Após a sua morte, em 511, e segundo as tradições germânicas, o seu reino foi dividido entre os seus quatro filhos.
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