Cultura Shang

A cultura Shang, muitas vezes denominada Chang, corresponde ao período da dinastia Yin ou Shang (ou Chang) que ocorreu entre 1766 e 1122 a. C., quando também se desenvolveu a civilização do bronze na China. É a segunda das dinastias reais chinesas. Esta cultura é conhecida, essencialmente, através dos achados arqueológicos que começaram a ser pesquisados e foram trazidos à luz do dia desde os finais do século XIX. Os vestígios são reveladores do carácter essencial da arte Shang, sobretudo os bronzes descobertos em Ngan-Yang, uma das suas últimas capitais. Os bronzes apresentam elementos gravados com simples motivos geométricos, dos quais se destacam as espirais quadradas, os motivos mitológicos e as figurações zoomórficas e que revelam estilos diferentes (um em que os animais são figurados mais nitidamente e outro onde estas formas aparecem estilizadas e combinadas com motivos geométricos). São consideráveis os achados de vasos sacrificiais. Para além dos bronzes, as escavações revelaram também peças de cerâmica, objetos em jade, em marfim e esculturas de vulto. A cerâmica é um modo muito importante de conhecimento desta civilização que se deu a conhecer sobretudo pela cerâmica Pan-chan, que se decora de espirais.
É também através de objetos em osso e de carapaças de tartaruga que se conhecem as primeiras formas da escrita chinesa nos textos divinatórios que se apresentam sob a forma de pictogramas, embriões da escrita chinesa moderna. Os túmulos das figuras importantes revelam um culto funerário que usa o sacrifício humano, cujas vítimas acompanham o tumulado na grande sepultura que atingia dimensões consideráveis e onde cabiam variadíssimos objetos como o carro de combate, animais, o seu cavalo e outras pessoas sacrificadas.
A economia desta civilização tinha como base a pesca, a caça e a agricultura.
A decadência desta cultura foi motivada pela corrupção provocada pela riqueza material e acabou por ser suplantada pela cultura Zhou.
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