D. Francisco de Faro e Noronha
Sétimo conde de Odemira, nasceu por volta de 1575. Era filho de D. Estêvão de Faro e de D. Guiomar de Castro, 1.ºs condes de Faro. Casou com D. Mariana da Silveira (que foi sepultada em Lisboa, no Convento da Trindade, tendo morrido a 11 de outubro de 1648), filha de Francisco Soares, o Cotovia. Tiveram uma filha, D. Maria Faro, 8.ª condessa de Odemira.
Tornou-se 2.º conde de Faro por morte de D. Juliana de Faro, sua sobrinha.
Tendo seguido a carreira das armas, desempenhou-a em armadas de Portugal e de Castela. Depois de presenciar a restauração da Baía em 1625, participou na revolução que levou à Restauração da Independência, em 1640.
Em 1646 D. João IV dá-lhe o título de conde de Odemira, que tinha sido deixado à coroa de "juro e herdado" (segundo o que a Lei Mental determinava) porque o 6.º conde, parente de D. Francisco, tinha morrido sem deixar descendência.
Descendente da Casa de Bragança, teve o privilégio de o rei D. João IV o tratar como sobrinho. Por esta razão D. Francisco tira a 9 de julho de 1616 carta de assentamento de conde parente (do rei) para obter maiores prerrogativas. Foi também conselheiro de Estado e presidente do Conselho no reinado deste monarca, e figura principal do "Partido Velho", que existiu na regência de D. Luísa de Gusmão (após a morte do seu marido, D. João IV). D. Luísa fazia parte deste partido, que era contrário ao "Partido Novo". Quando este rei morreu, D. Luísa de Gusmão nomeou D. Francisco aio dos infantes D. Afonso e de D. Pedro.
D. Francisco não desempenhou com êxito estas duas tarefas: quando o "Partido Novo" (cujo chefe era o conde de Cantanhede) decidiu atacar o "Partido Velho", o conde de Odemira estava já velho e debilitado, acabando a fação opositora por vencer devido em parte a esta falta de vitalidade e empenho; e enquanto aio do futuro rei D. Afonso VI, não o afastou das más companhias nem lhe deu a instrução adequada a um rei.
Foi ministro da Junta de Governo na regência de D. Luísa de Gusmão.
Fez no seu palácio um hospício para os religiosos capuchos da província da Piedade.
Foi comendador de S. Tiago do Sardoal, Santa Maria de Marmeleiro, Salvador de Joane, Santo Isidoro de Eixo, Santa Maria de Quintela e Santo André de Morais. Tinha o senhorio de Penacova, Mortágua e do Paúl de Mina (nomeado pelo seu parente Nuno Álvares Pereira de Noronha), sendo também alcaide-mor do Alvor.
Acabou por morrer a 15 de março de 1661.
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