D. Jaime, 4.º duque de Bragança

Filho de D. Fernando e D. Isabel, terceiros duques de Bragança, e sobrinho de D. Manuel I, nasceu em 1479.
Em 1496, com a restauração da Casa de Bragança depois do exílio de treze anos provocado pelo rei D. João II, D. Manuel I, contrariando o desejo que seu pai tinha expresso no testamento, não só restituiu todos os privilégios e posses aos duques de Bragança como deu o estatuto de herdeiro presuntivo da coroa a D. Jaime.
No entanto, D. Jaime decidiu partir acompanhado por um criado para Roma com o fim de anular o seu casamento e de se tornar monge capucho. D. Manuel enviou mensageiros que o intercetaram em Calatayud e obrigaram a voltar para Portugal. D. Jaime escreveu então ao rei uma carta onde explicava que não se achava capaz de cumprir as obrigações do matrimónio e da Casa de Bragança, e pediu que os seus encargos passassem para o seu irmão D. Dinis. O rei não se demoveu e repreendeu-o em Évora perante os irmãos e obrigou-o a consumar o casamento com D. Leonor de Gusmão, filha do duque de Medina Sidónia, com a qual se casou em 1502.
Em 1512 assassinou a mulher e o suposto amante num acesso de ciúme, à punhalada. Propôs então a D. Manuel a conquista de Azamor, em Marrocos, para se redimir do crime. Em setembro de 1513 tomou esta praça, à frente de uma armada de 25 000 cavaleiros e 18 000 infantes transportados em 400 velas.
Voltou a casar em 1520 e em 1521 iniciou a construção do Paço Ducal de Vila Viçosa.
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