D. Leonor de Aragão

Filha de D. Fernando I, rei de Aragão e da Sicília, foi rainha de Portugal através do seu casamento com D. Duarte. O contrato de casamento foi celebrado em 1427, na aldeia aragonesa de Olhos Negros, e o matrimónio teve lugar no ano seguinte. D. Leonor recebeu de D. Duarte 30 000 florins de ouro de Aragão, bem como as terras e rendimentos que tinham pertencido à rainha D. Filipa de Lencastre. Por parte do rei de Aragão, coube-lhe um dote de 200 000 florins.
D. Leonor mostrou-se favorável à expansão portuguesa no Magrebe, estando, dessa forma, de acordo com o infante D. Henrique e outros senhores do reino. Como eles, fez pedidos a seu marido para que a expedição a Tânger fosse possível. Assim, foi a pedido de sua mulher que D. Duarte requereu ao papa a bula de cruzada.
Após a morte do monarca, em 1438, a regência foi confiada a D. Leonor, nos termos do testamento de D. Duarte. Tal situação manteve-se até dezembro do ano seguinte. A partir desta data, os acontecimentos sucederam-se, sendo o governo do reino entregue ao infante D. Pedro e entrando-se em seguida na primeira fase do reinado de D. Afonso V.
Em 1440-1441, D. Leonor tentou ainda retomar o governo, mas viu-se obrigada a regressar a Espanha devido à força militar empregue por D. Pedro. Aí veio a morrer, envenenada, em 1445.
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