D. Pedro II

Rei de Portugal entre 1683 e 1706, filho de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, nasceu a 26 de abril de 1648. Em 1662, chegou a ser declarado herdeiro do trono pela regente D. Luísa de Gusmão, mas o conde de Castelo Melhor contrariou essa iniciativa ao afastar a regente para sempre da vida política. Porém, em 1667, a rainha D. Maria Francisca Isabel afastou o conde da corte e aderiu ao partido de D. Pedro. Através de golpe palaciano, D. Pedro conseguiu obrigar o irmão a abdicar do poder em seu nome. Nas Cortes iniciadas a 27 de janeiro de 1668 foi nomeado regente do Reino. A 27 de março do mesmo ano, o casamento de D. Afonso VI com D. Maria Francisca foi anulado por bula papal e D. Pedro casou com a cunhada. Nesse mesmo ano, assinou a paz com a Espanha, o que lhe valeu o cognome de "o Pacífico". Só foi aclamado rei depois da morte de Afonso VI, em 1683.
D. Maria Francisca morreu em 1683, tendo deixado apenas uma filha, pelo que D. Pedro resolveu casar, em 1687, com D. Maria Sofia de Neuburgo.
De entre os seus ministros, destacou-se o conde de Ericeira, D. Luís de Meneses, vedor da fazenda e responsável por significativo impulso verificado na indústria portuguesa.
D. Pedro envolveu-se militarmente na Guerra da Sucessão de Espanha e foi durante a sua governação que foi assinado o Tratado de Methuen, tratado comercial entre Portugal e a Inglaterra. Faleceu a 9 de dezembro de 1706.
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