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Darius Khondji
Diretor de fotografia iraniano, Darius Khondji nasceu a 21 de outubro de 1955, em Teerão. Filho de pai iraniano e mãe francesa, ainda criança foi viver para França. Aos 12 anos, decidiu que queria ser realizador, talvez influenciado pela profissão do seu pai, distribuidor de filmes. Nessa altura, tornou-se fã de filmes de terror e viu tantos filmes quanto possível. Comprou depois uma câmara de 8 mm com a qual fazia os seus próprios filmes de terror. Em 1978, entrou para o curso de cinema da Universidade de Nova Iorque, onde acabou por se formar. Frequentou também o Centro Internacional de Fotografia em Nova Iorque.
Em 1981, voltou para França onde trabalhou como assistente de Bruno Nuytten, Martin Shafer e participou na equipa de William Klein, Chris Cunningham e David Fincher na realização de publicidade e vídeos de música. Começou em 1984 a trabalhar em algumas curtas-metragens e, em 1989, estreou como diretor de fotografia da sua primeira longa-metragem, o drama Embrasse-moi, do realizador Michèle Rosier. Dois anos depois, colaborou com Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro na comédia negra surrealista Delicatessen, pelo qual recebeu a sua primeira nomeação para o César de Melhor Fotografia. Trabalhou no ano seguinte com Ian Sellar no filme independente Prague, com Alan Cumming e Sandrine Bonnaire nos principais papéis.
Em 1995, voltou a colaborar com o duo Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro em La Cité des Enfants Perdus (A Cidade das Crianças Perdidas), um filme de aventuras e fantasia passado numa cidade bizarra em que se raptam crianças para lhes roubar os sonhos. Khondji recebeu a sua segunda nomeação para o César de Melhor Fotografia. No mesmo ano, trabalhou com David Fincher no seu excelente thriller Seven (Sete Pecados Mortais). O filme valeu-lhe a nomeação para a Melhor Fotografia pela sociedade americana de diretores de fotografia e pela sociedade britânica dos seus pares, ganhando o prémio da mesma categoria da associação de críticos de cinema de Chicago. Seguiu-se o filme Stealing Beauty (Beleza Roubada, 1996), de Bernardo Bertolucci e, no mesmo ano, o musical Evita, de Alan Parker, sobre a vida da carismática mulher de Juan Péron, papel protagonizado por Madonna. Khondji foi nomeado pela primeira vez para o Óscar de Melhor Fotografia e para o BAFTA da mesma categoria, entre outros prémios.
Destaque ainda para o seu trabalho em filmes como Alien: Ressurection (Alien: O Regresso, 1997), de Jean-Pierre Jeunet; o thriller In Dreams (Premonição, 1999) de Neil Jordan; The Ninth Gate (A Nona Porta, 1999), onde trabalhou com Roman Polanski, um filme inspirado na obra do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, intitulado O Clube Dumas.
Trabalhou depois em The Beach (A Praia, 2000), de Danny Boyle, adaptação do romance de Alex Garland, com Leonardo DiCaprio no principal papel; e no filme de suspense Panic Room (Sala de Pânico, 2002), de David Fincher, protagonizado por Jodie Foster. Em 2003, colaborou com o realizador Woody Allen na comédia romântica contemporânea Anything Else (A Vida e Tudo o Mais).

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