David Byrne

Cantor, músico e compositor escocês, nasceu a 14 de maio de 1952, em Dumbarton, na Escócia, mas foi criado em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. Filho de um engenheiro de eletrónica, David tocou guitarra numa série de bandas de jovens.
Optou por tentar fazer carreira no mundo do rock e formou os Artistics, juntamente com dois colegas de escola, Chris Frantz e Tina Weymouth. Em 1974, já sediados em Nova Iorque e na companhia de Jerry Harrison, mudaram o nome para Talking Heads. Assinaram pela editora Sire e, a partir de 1977, com o álbum Talking Heads, iniciaram uma série de lançamentos discográficos que fizeram do grupo um dos mais importantes e talentosos do espetro pop e rock mundial.
Em 1981, os Talking Heads fizeram uma pausa na carreira, aproveitada por David Byrne para trabalhar com Brian Eno, precisamente o produtor da maior parte das gravações da banda. Byrne e Eno lançaram um álbum que mistura música eletrónica com percussões, intitulado My Life in the Bush of Ghosts. Ainda em 1981, David Byrne compôs a música da peça de teatro The Catherine Wheel. Quatro anos mais tarde, voltou a trabalhar para o teatro, ao compor Music For the Knee Plays, influenciado pela música de Nova Orleães. O ano de 1986 ficou marcado pela aposta de David Byrne no cinema através do projeto True Stories. Byrne escreveu o argumento (vários episódios baseados em histórias reais publicadas em jornais), realizou o filme e ainda participou como ator. Naturalmente, também foi o responsável pela maioria dos temas da banda sonora. Paralelamente, os Talking Heads lançaram nesse mesmo ano mais um álbum, também chamado True Stories, embora os temas não fizessem parte da banda sonora do filme.
As ligações de Byrne ao cinema não acabaram aqui já que em 1988 participou na elaboração das bandas sonoras de Selvagem e Perigosa, do norte-americano Jonathan Demme, e de O Último Imperador, do italiano Bernardo Bertolucci. Neste último filme, trabalhou em conjunto com Ryuichi Sakamoto e Cong Su e o trio acabou por ser premiado com um Óscar da Academia de Hollywood para Melhor Banda Sonora.
Nesse mesmo ano, e com o intuito de divulgar a música do mundo nos Estados Unidos, criou uma editora chamada Luaka Bop. Ainda em 1988, foi lançado o último álbum dos Talking Heads, chamado Naked. A partir daí, Byrne dedicou-se a uma carreira a solo que logo em 1989 originou o álbum Rei Momo, inspirado em ritmos latinos. Também em 1989, realizou um documentário para televisão sobre os rituais de música de dança dos índios Yoruban.
Em 1991, escreveu música para orquestra em parceria com Robert Wilson, o que resultou no disco The Forest, mas, no ano seguinte, regressou ao rock mais convencional em Uh-Oh. Seguiu esta linha dois anos depois, ao lançar um CD com o seu próprio nome. Em 1997, trabalhou com elementos dos Devo e dos Morcheeba para gravar o disco Feelings.
Passaram quatro anos até que David Byrne regressasse ao ativo com Look Into the Eyeball, onde mantém nas letras o seu humor irónico e na música a sua diversidade de estilos.
Em 2003, editou Lead Us Not Into Temptation, que começou por ser a banda sonora do filme Young Adam e evoluiu para um verdadeiro álbum a solo de David Byrne (com a colaboração de membros dos Belle & Sebastian e dos Mogwai, jovens talentos da moderna música escocesa). No ano seguinte, o cantor regressou ao estúdio para gravar Grown Backwards, um álbum com 11 faixas intimistas, onde o cantor dá continuidade à sua fórmula de exprimir emoções através da música. Além das suas próprias composições, o disco incluía uma versão de "The Man Who Loved Beer" (dos Lambchop) e duas árias de óperas de Verdi e Bizet (esta última em dueto com Rufus Wainwright). De referir, também, a participação da Carla Bley Band em "Empire".
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