Dean Acheson

Advogado, escritor, secretário de Estado e conselheiro presidencial norte-americano, Dean Gooderham Acheson nasceu a 11 de abril de 1893, na cidade de Middletown, no Estado do Connecticut. Multifacetado, exerceu intensamente diversas atividades, foi advogado, escritor, secretário de Estado durante a Administração Truman, membro da corporação de Yale e conselheiro presidencial.
Entre 1911-15, Dean Acheson frequentou a Universidade de Yale e graduou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Harvard em 1918. Secretariou o gabinete de Louis Brandeis, do Supremo Tribunal de Justiça norte-americano, antes de ingressar, no ano de 1921, numa das mais mais prestigiadas empresas jurídicas de Washington D. C. - a Covington & Burling.
Em 1933, o Presidente Franklin D. Roosevelt nomeou-o subsecretário de Estado do Tesouro. Exceto por alguns breves períodos em que esteve ligado, em regime de exclusividade, à empresa de advocacia, Acheson trabalhou para o Departamento de Estado dos EUA entre 1941e 1953, primeiro como assistente e subsecretário e, posteriormente, durante o segundo mandato da presidência de Truman, como secretário de Estado. Acheson, durante estes anos, teve uma ação determinante na conceção da política externa dos Estados Unidos (no período do Pós-Guerra), conferindo aos EUA um papel fulcral no panorama político internacional, ao contrário do isolamento a que anteriormente estavam votados. Uma das suas primeiras responsabilidades, em 1945, foi a de assegurar a aprovação do Senado para a entrada dos Estados Unidos da América na Organização das Nações Unidas (ONU).
Como subsecretário de Estado de George C. Marshall, Acheson participou no desenvolvimento de uma política de contenção face à avassaladora expansão das doutrinas comunistas, assegurando o auxílio militar e económico a países como a Grécia e a Turquia, países preocupados com os focos de rebelião comunista, em 1947. Dean Acheson foi também um dos responsáveis pelo Plano Marshall, concebido para reconstruir a Europa Ocidental, completamente devastada após a Segunda Grande Guerra.
Durante a vigência do seu cargo, como secretário de Estado do presidente Harry S. Truman, Acheson continuou a política de restrição em relação ao contexto comunista, criticando o regime da República Popular da China, e a política do "equilíbrio pelo terror" (política utilizada durante a Guerra Fria, em que as grandes potências, os Estados Unidos da América e a União Soviética, se controlavam através da posse de armamento nuclear), apoiando a formação, em 1949, da Nato.
Dean Acheson promoveu a expansão dos Estados Unidos e das forças militares da NATO, nos domínios políticos e mesmo culturais da cena mundial, apoiando o rearmamento da Alemanha Ocidental, assinando um Tratado de Paz com o Japão e apoiando a França no processo de descolonização da Indochina. Acheson estendia a política de contenção à Ásia Oriental.
Após a sua retirada do Departamento de Estado, em 1953, regressou à prática da advocacia, servindo como conselheiro, dada a sua extensa experiência política internacional, dos presidentes norte-americanos John F. Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon. Todos estes anos no Departamento de Estado permitiram-lhe a experiência e conhecimento para lançar a sua obra O presente e a Criação - vencedor do Prémio Pulitzer na categoria de História, em 1970. Acheson editou ainda outras obras como Poder e Diplomacia (1958), Alvorada e Manhã (1965), A Guerra Koreana (1971), Vinhas de Tormento (editado a título póstumo, em 1972).
Dean Gooderham Acheson morreu a 12 de outubro de 1971, em Sandy Springs, nos Estados Unidos da América.
Como referenciar: Dean Acheson in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-07-20 02:15:20]. Disponível na Internet: