Dédalo

Dédalo era um ilustre ateniense, tão habilidoso e perfeito como artista, que fazia estátuas dotadas de movimento.
Um sobrinho seu, também artista talentoso, foi morto por ele, só porque receava que o jovem viesse a ultrapassá-lo em habilidade e em renome. Teve, todavia, de se refugiar em Creta, onde construiu um labirinto, que veio a ter o seu próprio nome, Dédalo, para escapar, juntamente com o filho Ícaro, à justiça e à morte. Todavia Minos, filho de Júpiter e de Europa, princesa da Fenícia, e também juiz dos infernos, que sabia do crime de Dédalo, mandou aí encarcerar o famoso artista e o seu filho Ícaro, que também tinham contribuído para a vida dissoluta de Pasífae, mulher do próprio Minos.
Os dois prisioneiros, como sempre sucede em casos desta natureza, trataram de preparar a fuga, atando a si próprios asas de penas de ave coladas com cera. Dédalo recomendou então ao filho que não voasse muito alto, mas o jovem, quando se apanhou no ar, quis voar tão alto quanto fosse possível e aproximou-se do Sol. O calor do astro derreteu a cera das asas, pelo que Ícaro se precipitou no mar.
Dédalo refugiou-se na Sicília, mas Cocalo, rei daquela ilha, para agradar a Minos, mandou-o sufocar dentro de uma estufa.
Como referenciar: Dédalo in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-20 04:55:29]. Disponível na Internet: