dedução

Dedução tem a sua origem no latim deductione, que significa "conduzir" ou "extrair".
Consiste num processo de raciocínio, em que numa afirmação a conclusão é alcançada a partir de um conjunto de premissas em consequência de regras lógicas ou "regras de inferência".
A dedução identifica-se com o silogismo, segundo a definição dada por Aristóteles: "Raciocínio segundo o qual, postas certas coisas, outra diferente se lhes segue necessariamente, só pelo facto de serem postas". No silogismo existe a necessidade de consequência, tal como na dedução. Descartes distingue a dedução, que pressupõe a elaboração de um raciocínio, da indução ou intuição, graças à qual se compreende intuitivamente as verdades evidentes. Assim, o que as distingue é o facto da dedução se realizar sempre no plano puramente inteligível, ao contrário da indução, que vai do sensível ao inteligível.
Kant utiliza a expressão "dedução transcendental" para afirmar que é possível explicar como os conceitos puros, isto é, a priori da razão, têm um valor objetivo e desempenham o papel de princípios no conhecimento científico da Natureza. Esta dedução transcendental difere da dedução simplesmente empírica, que provém da experiência e da reflexão e de uma explicação concreta.
Existe ainda a dedução metafísica que se caracteriza por ser um exame das funções lógicas do pensamento, segundo o qual existem certas formas a priori de síntese que pertencem à própria constituição do entendimento, ao seu simples mecanismo puramente formal.
A dedução utiliza-se em todas as ciências, apesar de ser primordial na lógica e na matemática.

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