delfínio

Designação comum de plantas herbáceas do género Delphinium e da família das Ranunculáceas.
As plantas do género Delphinium são anuais, bienais ou perenes.
As folhas são alternas – as inferiores quase tão largas como compridas, palmatipartidas e as superiores, por vezes, inteiras e lineares. As flores são hermafroditas, zigomórficas e dispõem-se em cacho ou panícula, apresentam cinco tépalas petaloides e quatro tépalas nectaríferas livres – as duas laterais com limbo comprido e unha estreita e as duas superiores com limbo saliente e esporão com um apêndice nectarífero.
Os frutos são folículos sésseis, com sementes numerosas.
O delfínio Delphinium gracile cresce espontaneamente em Portugal, em terrenos incultos. As flores, profundamente divididas em lóbulos lineares, dispõem-se em cacho. Os estames dispõem-se em oito séries espiruladas. A floração ocorre entre os meses de junho e agosto. O folículo é livre.
Algumas espécies de delfínios são alcalinas e muito tóxicas.
As espécies do género Delphinium são muito cultivadas como plantas ornamentais.
Em Portugal encontram-se as espécies Delphinium halteratum (esporas ou esporas-bravas), que se distribui por todo o país exceto no litoral norte; a Delphinium nanum, que se encontra no Centro-Oeste e Sudeste do país; a Delphinium pentagynum, que aparece nas charnecas e encostas do Centro-Oeste, Centro-Sul e Sudeste; a Delphinium staphisagria (astafiságria, caparrás, erva-piolheira ou estafisagria), originária dos relvados e margens dos cursos de água do Nordeste, Centro-Sul e Sudeste do país; e a Delphinium verdunense, que se encontra distribuída por todo o país.
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