demoliberalismo

Designação sócio-política usada por certas correntes de opinião política da atualidade para classificar uma tendência do liberalismo do pós-Segunda Guerra Mundial, distinguindo-o assim por possuir um cariz mais popular que outras correntes liberais, como o Neoliberalismo ou o "Ordoliberalismo" (ou liberalismo ordeiro, que defendia, essencialmente, que uma economia forte gera um poder político forte). O termo convoca, de certa forma, teorias democráticas "não liberais", isto é, no quadro de um liberalismo mitigado. O demoliberalismo pretende, essencialmente, evidenciar o liberalismo enquanto "moral social", num registo populista mas sem as características de social-democracia. Prevê, assim, uma relativa intervenção do estado, defende um relativo anticlericalismo e não considera a desigualdade como um estímulo, como apregoam as correntes neoliberais mais radicais. Mais do que nestas, o Estado tem no demoliberalismo uma importância um pouco maior, podendo-se até considerar uma evolução em relação àquelas, como sucedeu de certa forma nos EUA depois do governo neoliberal de Ronald Reagan, por exemplo. O demoliberalismo prevê, na sua conceção de "moral social", algum controlo das forças de mercado, através de mecanismos reguladores e de uma tributação mais paritária, tentando diluir desigualdades sociais, mas sem as orientações intervencionistas estatais da social-democracia. O demoliberalismo foi em grande parte a tendência política liberal (mais "social") seguida pelos EUA na década de 90 do século XX, exportada, tanto quanto possível, para a América Latina.
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