dente

Os dentes são estruturas de origem óssea existentes na boca e que têm por função cortar, rasgar e moer os alimentos. O conjunto destes processos forma a mastigação, primeiro e essencial passo no processo de digestão dos alimentos. Além desta função, os dentes são também importantes como auxiliares da fala.
A odontogénese (formação dos dentes) inicia-se entre a 6.ª e a 7.ª semanas de vida intrauterina, a partir da lâmina dentária, situada na porção alveolar da maxila (arco dentário superior) e da mandíbula (arco dentário inferior). Os dentes aparecem, já após o nascimento, entre o 6.º e o 12.º mês de vida, rompendo o osso e a gengiva até surgirem à superfície. Os primeiros são os incisivos, surgindo, geralmente, primeiro os mandibulares. A dentição inicial, também chamada de dentição de leite ou decidual, é formada por 20 dentes: aos dois anos, as crianças possuem habitualmente a 1.ª dentição completa - 4 incisivos, 2 caninos e 4 molares, por arcada. Por volta dos 6-7 anos (e até aos 12-14 anos), a dentição decidual começa a ser substituída pela definitiva que é formada por 32 dentes, 16 em cada arco dentário, dispostos simetricamente.
Em cada metade da arcada dentária encontramos, à frente, dois dentes incisivos, chatos e talhados em bisel, tendo por função cortar; seguem-se os caninos, em forma de cone, com função de rasgar; dois pré-molares, de forma cúbica e com duas irregularidades na sua superfície, as cúspides; por fim, atrás, os molares, em número de três, são os dentes maiores e têm também forma cúbica, apresentando quatro cúspides. O 3.º molar (dente do siso) surge tardiamente, após os 17 anos, apresentando vulgarmente um crescimento incorreto e desalinhado, devido à falta de espaço para crescer, sendo, por isso, normalmente extraído. O dente apresenta três zonas distintas: a coroa, porção acima da gengiva; o colo, zona de transição; e a raiz, implantada no osso alveolar, no interior da gengiva. Externamente, na zona da coroa, o dente é recoberto por uma substância mineralizada, a mais rija do organismo, o esmalte. Abaixo dele surge a dentina, substância de origem óssea que forma a maior parte do dente, seguindo-se, no seu interior, a polpa dentária, tecido mole e altamente vascularizado e inervado. A raiz é recoberta por um material que promove a adesão do dente, o cimento, que pode ser regenerado, ao contrário do que acontece com o esmalte.
Uma limpeza regular e imediata após as refeições é crucial para a manutenção dos dentes, já que as bactérias da placa dentária produzem ácidos que destroem o esmalte, como produtos da fermentação dos glicídios, originando cáries. A inflamação das gengivas (gengivites) e dos tecidos periodontais (periodontites) resultam de infeções da placa bacteriana, podendo conduzir à perda de dentes, já que estes ficam soltos e instáveis, podendo cair.

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