Deodoro da Fonseca

Primeiro Presidente da República e Marechal brasileiro, Manuel Deodoro da Fonseca nasceu a 5 de agosto de 1827, em Alagoas (atual Marechal Deodoro), no Estado de Alagoas (Brasil).
Filho de militar, Deodoro da Fonseca matriculou-se, em 1843, na Escola Militar do Rio de Janeiro, concluindo o curso de Artilharia em 1847. Um ano depois, participou na Revolução Praieira, em Pernambuco, em 1864, partiu para o Uruguai para combater na chamada Questão Platina e, em 1865, lutou no cerco de Montevideu, na guerra do Paraguai. Em 1884, alcançou o posto de Marechal-do-Campo e, um ano depois, foi designado comandante de armas do Rio Grande do Sul e, posteriormente, Presidente interino dessa província.
Castigado por insubordinação, que resultou do seu envolvimento na Questão Militar, Deodoro da Fonseca tornou-se presidente do Clube Militar, em 1887. Durante a presidência do clube, Deodoro da Fonseca solicitou, por escrito, que o exército não voltasse a participar na perseguição de escravos fugidos. Para afastá-lo da política, Deodoro da Fonseca foi nomeado comandante das tropas do Mato Grosso, em 1889, cargo que abandona em setembro desse mesmo ano.
Reunindo-se com republicanos civis, organizou várias reuniões conspiratórias que culminaram a 15 de novembro de 1890, com a proclamação da República e com a criação de um Governo Provisório. A primeira Constituição foi promulgada a 24 de fevereiro de 1891, para Presidente de República foi eleito Deodoro da Fonseca e para Vice-presidente, Floriano Peixoto. Em constantes desentendimentos com o Congresso Nacional, Deodoro da Fonseca dissolveu-o a 3 de novembro de 1891. Em consequência desta decisão e não revelando aptidão para a presidência, levantou-se uma forte oposição contra o Presidente da República: os trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil entraram em greve, o Almirante Custódio José de Melo, que comandava a revolta da Marinha, ameaçou bombardear a capital e a oposição entre o Executivo e o Legislativo aumentava significativamente. Para evitar uma guerra civil, Deodoro da Fonseca renunciou à presidência a 23 de novembro de 1891, sendo substituído por Floriano Peixoto. A 11 de janeiro de 1892, saiu do exército e recolheu à vida privada.
Deodoro da Fonseca faleceu a 23 de agosto de 1892, no Rio de Janeiro.
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