depressão anaclítica
Fala-se de depressão anaclítica quando um estado depressivo se inicia nos primeiros meses de vida. Ocorre em bebés entre os 6 a 18 meses de vida e deve-se a uma separação prolongada da mãe. Esta separação pode ter consequências irreversíveis na criança se não houver reencontros com a mãe após 3/4 meses de separação.
Foi inicialmente estudado por René Spitz. Pode ocorrer, posteriormente, na infância, na adolescência ou na idade adulta, simplesmente pela existência de uma dependência emocional. Assim, quando os apoios são retirados surge a depressão, cria-se o que se chama um carácter "oral", o que significa que as suas necessidades infantis de ser carregado, aceite, de ter experiências de contacto corporal e calor não foram satisfeitas. Este colapso, às vezes, é tido como um retorno a um estado infantil, uma regressão e, com o tempo, muitas pessoas recuperam espontaneamente por terem a possibilidade de vivenciarem as experiências suprimidas. Alguns psicanalistas afirmam que todos os depressivos têm necessidades orais insatisfeitas. É o mesmo que dizer que estes sujeitos foram privados do amor da mãe ou da satisfação de um amor seguro e incondicional. Na pessoa adulta estas necessidades manifestam-se na inabilidade em ficar sozinho, no medo da separação, uma vulnerabilidade à separação e numa atitude dependente. O problema é que estas necessidades orais da infância não podem ser saciadas na vida adulta, pois nenhuma quantidade do que chamaríamos de substituição maternal pode dar à pessoa a segurança que ela não teve na infância. O adulto deve procurar esta segurança dentro de si. Este vazio deixado por uma educação maternal ou paternal negligente não poderá ser preenchido na fase adulta pela busca incessante de atenção, admiração, mas somente através do autoconhecimento, da busca pelo amor ou pela dedicação a um objetivo de vida.
Foi inicialmente estudado por René Spitz. Pode ocorrer, posteriormente, na infância, na adolescência ou na idade adulta, simplesmente pela existência de uma dependência emocional. Assim, quando os apoios são retirados surge a depressão, cria-se o que se chama um carácter "oral", o que significa que as suas necessidades infantis de ser carregado, aceite, de ter experiências de contacto corporal e calor não foram satisfeitas. Este colapso, às vezes, é tido como um retorno a um estado infantil, uma regressão e, com o tempo, muitas pessoas recuperam espontaneamente por terem a possibilidade de vivenciarem as experiências suprimidas. Alguns psicanalistas afirmam que todos os depressivos têm necessidades orais insatisfeitas. É o mesmo que dizer que estes sujeitos foram privados do amor da mãe ou da satisfação de um amor seguro e incondicional. Na pessoa adulta estas necessidades manifestam-se na inabilidade em ficar sozinho, no medo da separação, uma vulnerabilidade à separação e numa atitude dependente. O problema é que estas necessidades orais da infância não podem ser saciadas na vida adulta, pois nenhuma quantidade do que chamaríamos de substituição maternal pode dar à pessoa a segurança que ela não teve na infância. O adulto deve procurar esta segurança dentro de si. Este vazio deixado por uma educação maternal ou paternal negligente não poderá ser preenchido na fase adulta pela busca incessante de atenção, admiração, mas somente através do autoconhecimento, da busca pelo amor ou pela dedicação a um objetivo de vida.
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Como referenciar
depressão anaclítica na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$depressao-anaclitica [visualizado em 2026-06-09 10:59:09].
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