Dinastia Kushan

Império fundado por Kujula (Kadphisés), do clã dos Kushan (ou Kusana), nos anos 30 da nossa era, em torno de Cabul. Os Yuezhi, originários do Gansu Ocidental (Norte da China, junto à Mongólia) instalaram-se, no século II a. C., a norte do rio Oxus (hoje Amur Daria), à "sombra" dos reis gregos de Bactriana, e um século mais tarde a sul daquele rio.
Kujula, o primeiro a ter título imperial, impôs a sua autoridade sobre as tribos Yuezhi e depois no Hindu Kuch, até à cidade de Taxila (hoje Rawalpindi). Depois da sua morte, cerca de 40 d. C., Wima, seu herdeiro, atinge a região de Matura, na Índia, alargando as conquistas de seu pai.
Com Kaniska, os Kushan atingem o seu apogeu (78-120). Depois de 176, quando acaba o reinado de Vasudeva, a história do Império torna-se obscura. Cedo se perdem as províncias orientais indianas; no século III, os persas sassânidas tomam aos Kushan as províncias do Irão, antes de os reduzir a vassalos.
Os últimos representantes do clã Kushan são os Shahis, que reinam até 1026 em algumas regiões montanhosas em torno de Cabul.
A dominação da cavalaria kushan, na Ásia Central e Vale do Indo, trouxe a estas regiões uma era de estabilidade e prosperidade. Os imperadores kushan foram tidos como os mais tolerantes do seu tempo e a sua liberalidade para com os povos fez com que a cultura indiana florescesse e avançasse em direção à China. O Budismo atingiu o Afeganistão e o hinduísmo extravasou as fronteiras indianas. O helenismo foi, por outro lado, uma das marcas presentes na cultura kushan. Em termos de arte, a escultura e a arquitetura (de cariz budista e monástico) conheceram realizações notáveis e com bastante individualidade artística.
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