Dinastia Ts'in

Mais do que uma dinastia, corresponde a um período. Impondo-se aos Tcheou, cerca de 221 a. C., os Ts'in unificaram a China sob um só Império. O primeiro titular desta unidade chinesa foi Shih Huang-ti (259-210 a. C.), conhecido como o "Primeiro Imperador". Rejeitando o sistema político Tcheou, reprimiu igualmente o antigo sistema feudal, já declinante na fase final da anterior dinastia. Dividiu o país em 36 províncias sob a autoridade de funcionários responsáveis perante o Imperador. Acabou e consolidou a Grande Muralha (hoje com 2 400 km) do Kang Sou até quase à Coreia. A língua escrita foi simplificada e unificada em todo o Império. Pesos, moedas e medidas, foram igualmente normalizadas. Todavia, Shih Huang-ti foi um déspota, hábil, fortalecendo o poder imperial, mas fazendo desaparecer toda a literatura com exceção dos escritos sobre medicina, farmacopeia, agricultura e adivinhação. O período Ts'in resume-se praticamente à sua figura e governo.
Depois da sua morte, em 210 a. C., o Império chinês afundar-se-á sob a má administração do seu sucessor, com pouca autoridade. Os impostos e o sistema de corveias desagradarão imenso aos agricultores que, rapidamente, se revoltam sucessivamente, acelerando a queda da dinastia, concretizada em 207 a. C., com o assassinato do sucessor de Shih Huang-ti. Desaparecem os Ts'in e inicia-se um período de caos e anarquia, com vazio de poder. Lieou Piang (247 - 195 a. C.) assumi-lo-á, fundando a dinastia mais brilhante da História chinesa - os Han (206 a. C. - 220 d. C.).
Sob os Ts'in e os Han, pela primeira vez, a China torna-se um grande Estado.
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