Dinis Melo e Castro

Nasceu a 8 de março de 1624, sendo filho de Jerónimo de Melo e Castro (membro do Conselho Ultramarino e governador do castelo de Setúbal, S. Filipe) e de D. Maria Josefa Côrte-Real. Casou com D. Ângela Maria da Silveira, filha de André Mendes Lobo e D. Leonor da Silva.
Com dezasseis anos partiu numa das expedições, comandada pelo Conde de Vimioso, que D. João IV mandou para reforçar a fronteira alentejana. Combateu em onze das batalhas da guerra da Restauração da Independência, sendo ferido vinte e duas vezes.
Nas batalhas do Montijo combateu como soldado, participando depois nas do forte de S. Miguel (onde foi feito prisioneiro pelos espanhóis, mas resgatado a tempo pelos soldados perto de Badajoz), das Linhas de Elvas (incluído no exército do Conde de Cantanhede), Ameixial (que se travou para expulsar D. João de Áustria de Évora) e Montes-Claros em 1665 (onde foi comandante da cavalaria), sendo o seu posto nesta última de general.
Foi governador do Alentejo por duas vezes em 1662, voltando a sê-lo em 1663.
D. Pedro II agraciou-o com o título de conde das Galveias, a 10 de novembro de 1691, e nomeou-o conselheiro de Estado e de Guerra. Em 1705 era governador das armas do Alentejo e comandou o exército que tomou Valência de Alcântara e Albuquerque, em Espanha.
Foi também comendador, entre outras, de Santa Marta de Lordelo e de Santa Maria de Torredeira.
Morreu em Lisboa, a 18 de janeiro de 1709, e foi sepultado na capela-mor do convento dos Eremitas de S. Paulo.
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