Diogo Pires, o Moço

Escultor português, cujas datas de nascimento e morte são desconhecidas, sabendo-se apenas que viveu durante o século XVI e que executou obras de feição manuelina entre os anos de 1511 e 1535. Crê-se que possa ter sido filho de Diogo Pires, o Velho, e que com ele tenha aprendido a arte da escultura.
Pensa-se serem da sua autoria o padrão da ponte de Coimbra (1513), que se encontra no Museu Machado de Castro, a parte frontal do túmulo do Bispo de Fez, D. Álvaro (c. 1515), que se encontrava na Sé Velha de Coimbra e foi trasladado para o mencionado museu e a pia batismal, o crucifixo, a inscrição de 1514 e o túmulo da igreja de Leça do Balio. Sabe-se, isso sim e pela inscrição Diogo Piz o moço a fez presente no túmulo do comendador de Leça, D. Frei João Coelho, que executou este monumento com escudo de armas e estátua jacente em 1515, data da morte do comendador. São-lhe ainda atribuídos uma imagem de São Miguel (1518), o túmulo de D. Diogo de Azambuja (1518, igreja dos Anjos de Montemor-o-Velho), o de D. Luís Pessoa (igreja de São Martinho da mesma localidade), os de Aires Gomes da Silva, D. Brites de Meneses e João da Silva (capela-mor da igreja do Mosteiro de São Marcos) e o de Mateu da Cunha (Pombeiro da Beira).
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