Djuna Barnes

Escritora, ilustradora e dramaturga norte-americana, Djuna Chappell Barnes nasceu a 12 de junho de 1892, em Cornwall-Hudson. O seu pai, abastado e liberal, dedicou-se aos afazeres da sua quinta em Long Island depois de ter fracassado como pintor. A mãe, uma violinista inglesa, educou-a, bem como aos seus quatro irmãos, ao abrigo do sistema de ensino, sendo nessa tarefa auxiliada pela avó de Djuna, uma mulher sufragista.
Influenciada pelo sonho do pai, Djuna ingressou, em 1911, no Pratt Institute de Brooklyn, tendo transitado depois para o Art Students League, por um curto período de tempo. Após o divórcio dos pais, Djuna mudou-se para Greenwich Village, e começou a trabalhar como jornalista e ilustradora independente, escrevendo para vários jornais nova-iorquinos, como o Brooklyn Eagle.
Estreou-se como poetisa em 1915, com The Book Of Repulsive Women (O Livro das Mulheres Repelentes), uma coletânea de poemas e de desenhos. Entre 1919 e 1920, foram levadas a palco três peças de teatro da sua autoria, no Provincetown Playhouse de Greenwich Village, onde colaborou com Eugene O'Neill. Casou com o editor Courtenay Lemon, mas o casamento logo se esfumou. Em 1920 partiu para a cidade de Paris e viveu longe da sua pátria durante vinte anos. Aí estabeleceu contacto com personalidades como Gertrude Stein, F. Scott Fitzgerald, T. S. Eliot e o controverso poeta Ezra Pound. Começou também a consumir bebidas alcoólicas em exagero. Em 1923 publicou a sua segunda coletânea de poemas acompanhados de desenhos, com o título A Book (Um Livro).
Mantendo uma relação homossexual com a escultora Thelma Wood, publicou anonimamente, em 1928, o Ladies Almanach (O Almanaque das Damas), no qual celebrava o erotismo lésbico com ilustrações e trejeitos de humor e ironia. A obra foi interdita pela alfândega nos Estados Unidos da América. Terminando a sua relação com Thelma Wood em 1931, trocou Paris por Inglaterra, mas com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, regressou a Greenwich Village.
Em 1936 apareceria a obra tida como mais considerável na sua carreira, Nightwood (O Bosque da Noite), prefaciada por T. S. Eliot, e em que descreve as vicissitudes de um triângulo amoroso complicado e nem sempre correspondido.
Foi eleita membro do Instituto Nacional das Artes e Letras norte-americano em 1961. Faleceu a 18 de junho de 1982, em Greenwich Village.
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