dobrão

Este nome era dado às dobras de vinte e quatro mil reis de ouro de 22 quilates que D. João V mandou cunhar, pelo seu peso e grande valor. O facto deste rei cunhar moedas de tal poder financeiro e com tanto requinte e peso demonstra claramente a opulência vivida na época da canalização do ouro do Brasil para Portugal.

Na moeda estava inscrito um valor mais baixo (20 000 reis) do que aquele com que efetivamente circulava, valendo o meio-dobrão 12 000 reis apesar de na moeda se inscrever apenas o valor de 10 000.

Inicialmente o termo dobrão designou apenas as moedas que este rei mandou cunhar com a Cruz de Cristo de um lado e as armas de Portugal no outro, estendendo-se depois também às que tinham o busto de D. João V, quando estas, sob o nome de dobras de vinte e quatro mil escudos, se tornaram maiores que os dobrões.
Eliminados em 1822, os dobrões foram reutilizados em 1847 com o Escudo Nacional e com o valor de 30 000 reis até 1854, quando saíram definitivamente de circulação.


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