doenças cardiovasculares

O coração, funcionando ininterruptamente como uma bomba, impele o sangue, através dos vasos, por todos os órgãos do corpo. O próprio coração, como órgão vital da maior importância, precisa de uma constante nutrição sanguínea, o que é conseguido através das artérias coronárias.
As doenças cardiovasculares são numerosas e variadas. Numa pessoa saudável, os dois lados do coração batem regularmente. No entanto, certas doenças fazem com que os batimentos se tornem descoordenados ou anormalmente rápidos ou lentos. Mesmo quando o coração é saudável, as lesões dos vasos podem estar na origem de um certo número de doenças.
A terapêutica das doenças cardiovasculares progrediu espantosamente nos últimos anos, sobretudo graças ao avanço das técnicas cirúrgicas. No entanto, num número significativo de casos, o primeiro sintoma de doença grave é a incapacidade permanente ou mesmo a morte. Atendendo a que várias doenças cardiovasculares são evitáveis, os médicos estão cada vez mais a chamar a atenção para a importância de um estilo de vida saudável antes da doença mais do que depois dela.
As mortes por doenças cardiovasculares constituem cerca de um terço do total de mortes nos países desenvolvidos e são, na sua maioria, devidas a doenças coronárias e hipertensão.
Uma doença muito conhecida é a aterosclerose, doença resultante da acumulação de substâncias de natureza lipídica (gorduras) na camada mais interna dos vasos sanguíneos. Forma-se uma placa de natureza lipídica no interior do vaso - placa de ateroma -, acompanhada de alterações na textura dos vasos sanguíneos, as quais se tornam espessadas e endurecidas. Essas alterações levam a um estreitamento drástico do calibre dos vasos, podendo ocorrer um oclusão completa. Além disso, podem originar a formação de trombos intravasculares. A aterosclerose das coronárias conduz a uma diminuição da circulação sanguínea no músculo cardíaco. A doença das artérias coronárias pode manifestar-se por uma redução do fluxo sanguíneo coronário, ocasionado pelas alterações dos vasos ou pela obstrução aguda de uma das artérias coronárias, através de um trombo.
Quando o sistema de irrigação sanguínea do coração está prejudicado, qualquer esforço físico repentino ou qualquer estado de stress pode fazer com que, de um momento para o outro, o fluxo sanguíneo seja insuficiente para atender às necessidades do músculo cardíaco. Como consequência dessa isquemia do miocárdio, pode instalar-se persistentemente a angina de peito, violenta dor cuja origem se localiza na região pré-cordial do tórax e que aparece periodicamente nos momentos de exercício físico ou stress.
Outra complicação é o enfarte do miocárdio, que não é mais do que a morte de parte do tecido cardíaco. Dependendo da localização e da extensão do enfarte do miocárdio, a este pode seguir-se a recuperação, choque, insuficiência cardíaca ou rutura do coração.
Além da angina de peito e do enfarte de miocárdio, outra complicação é o ataque cardíaco, o qual resulta em 20% na morte fulminante dos indivíduos que o sofrem. O ataque cardíaco deve-se a uma arritmia, isto é, a um distúrbio do mecanismo de transmissão dos impulsos nervosos gerados no próprio coração. A arritmia surge como consequência da falta de oxigenação e nutrição do coração. Na arritmia pode ocorrer uma irregularidade de contração do músculo cardíaco denominada fibrilação ventricular.
Os principais fatores que predispõem a doenças cardiovasculares são o hábito de fumar, o nível anormal de colesterol sanguíneo, normalmente devido a hábitos alimentares pouco saudáveis, e a pressão sanguínea, especialmente a pressão mínima ou diastólica. Além destes fatores, conseguiu-se estabelecer uma relação entre este tipo de doenças e o peso acima do normal (obesidade), a falta de exercícios físicos regulares e o stress.
A 14 de fevereiro, comemora-se o Dia Nacional do Doente Coronário.
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