Domingos de Oliveira

Político e general do exército português, Domingos Augusto Alves da Costa Oliveira nasceu a 31 de julho de 1873, em Lisboa, e faleceu em 1957. Formou-se na Escola do Exército, seguindo a carreira de oficial, que culminou em 1928 com a sua promoção a general, tendo servido em várias unidades em diversos pontos do País, tendo sido presidente do Supremo Tribunal Militar e governador militar de várias regiões. Foi também professor na Escola de Cavalaria. Desempenhou cargos diretivos e de estado maior, quer na arma de Cavalaria, em diversas funções e instituições, quer a nível de direção geral da arma ou como ajudante de campo de diversos comandantes do exército. Atuou, inclusivamente, no quadro do Corpo Expedicionário Português (CEP). Trabalhou também no contencioso militar da sua arma e nas diversas regulamentações da mesma. Detentor de uma notável e vasta folha de serviços a nível militar, não deixou de ter uma vocação política.
Assim, no contexto político e institucional que foi a ditadura resultante do 28 de maio de 1926, foi o general Domingos de Oliveira presidente do conselho de ministros entre 21 de janeiro de 1930 e 5 de fevereiro de 1932, sendo o antecessor, no cargo, de António de Oliveira Salazar. Foi ainda ministro interino da Justiça. Em 1949, tornou-se membro vitalício do Conselho de Estado.
Foi também membro, eleito em assembleia geral, do conselho fiscal do Banco de Portugal. Ao nível do Estado, representou Portugal na coroação do rei Jorge VI de Inglaterra, em 1936. Foi inúmeras vezes agraciado e distinguido com prémios e condecorações, em Portugal e no estrangeiro. É o autor de Raças Cavalares da Península, obra que conheceu duas edições, tendo colaborado em diversos títulos da imprensa nacional, como O Século ou o Diário de Notícias, para além de publicações de militares ou de artes equestres e venatórias.
Como referenciar: Domingos de Oliveira in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-20 08:10:41]. Disponível na Internet: