Domus Municipalis de Guimarães

Demarcando um dos lados do Largo da Oliveira, espaço onde se localiza a colegiada vimaranense medieval, estão os antigos Paços do Concelho de Guimarães, edifício de arquitetura civil classificado como Monumento Nacional, cuja sua fundação remonta aos finais do século XIV, dentro dos cânones da arquitetura gótica vigente.
A sua construção prolongou-se durante o século seguinte, de tal modo que D. Afonso V se viu obrigado a lançar um imposto para angariar fundos, com o objetivo de proceder à conclusão das obras. No século XVII, o arquiteto João Lopes de Amorim dirigiu uma campanha de restauro que modificou substancialmente os paços concelhios góticos vimaranenses, sobretudo ao nível do piso superior. O edifício municipal apresenta uma planta retangular, e é marcado, na sua fachada principal e ao nível do piso térreo, por uma arcaria ogival, assente em sólidos e pequenos pilares de granito, formando um amplo alpendre. No interior deste dispõem-se largos arcos abatidos que suportam o estrado de madeira do piso superior. A fachada é reforçado por contraforte angular ressaltado e rematado por gárgula saliente.
No lado oposto, a antiga casa municipal apresenta igual sistema de arcadas do gótico ogival, estabelecendo estas a comunicação com a Praça de Santiago.
O piso superior da fachada nobre é rasgado por uma série de portas de sacada com varandins de ferro, encimadas por frontões triangulares interrompidos, obra realizada no século XVII. A cimalha é coroada por um conjunto de merlões chanfrados e estilizados, o que lhe confere um certo perfil de arquitetura militar medieval. Axialmente, este coroamento é interrompido por uma estátua de granito assente sobre um pedestal e que, de acordo com a tradição local, será uma alusão simbólica à cidade de Guimarães.
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