drama clássico
O conceito de drama clássico associa-se, em geral, ao da tragédia, desenvolvida na Grécia antiga, a partir das representações em honra de Dionísio (o deus do vinho). O teatro grego e romano apenas desenvolveram a tragédia e a comédia, resultante do drama satírico.
O drama clássico é, em geral, considerado uma modalidade dramática com situações sérias e um desenlace infeliz mas não trágico, em que as personagens conduzem a intriga (enquanto na tragédia esse papel cabe ao destino e as personagens limitam-se a tentar lutar contra ele). O drama clássico, baseado em simetrias e equivalências no diálogo, e na manutenção das unidades de tempo, lugar e ação, pressupõe uma ação menos tensa que a da tragédia, mais submetida à influência dos acontecimentos exteriores.
É possível fazer uma aproximação de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, ao drama clássico, sobretudo aos elementos da tragédia, embora sem a sua estruturação objetiva. Assim, é visível a hybris, o desafio, o crime do excesso e do ultraje, quando D. Madalena, sem cometer um crime propriamente na ação, revela a sua existência na confissão a Frei Jorge de que ainda em vida de D. João de Portugal amou Manuel de Sousa, apesar de guardar fidelidade ao marido. O crime estava no seu coração, na sua mente, embora não fosse explícito como entre os clássicos. Manuel de Sousa Coutinho também comete a sua hybris ao incendiar o palácio para não receber os governadores. A hybris manifesta-se em muitas outras atitudes das personagens.
O conflito que nasce da hybris desenvolve-se através da peripécia (súbita alteração dos acontecimentos que modifica a ação e conduz ao desfecho), do reconhecimento (agnórise) imprevisto que provoca a catástrofe. O desencadear da ação dá-nos conta do sofrimento (páthos) que se intensifica (clímax) e conduz ao desenlace. O sofrimento age sobre os espectadores, através dos sentimentos de terror e de piedade, para purificar as paixões (catarse). A reflexão catártica é também dada pelas palavras do Prior, quando na última fala afirma: "Meus irmãos, Deus aflige neste mundo àqueles que ama. A coroa da glória não se dá senão no céu."
Tal como na tragédia clássica, também o fatalismo é uma presença constante. O destino acompanha todos os momentos da vida das personagens, apresentando-se como uma força que as arrasta de forma cega para a desgraça. É ele que não deixa que a felicidade daquela família possa durar muito.
O drama clássico é, em geral, considerado uma modalidade dramática com situações sérias e um desenlace infeliz mas não trágico, em que as personagens conduzem a intriga (enquanto na tragédia esse papel cabe ao destino e as personagens limitam-se a tentar lutar contra ele). O drama clássico, baseado em simetrias e equivalências no diálogo, e na manutenção das unidades de tempo, lugar e ação, pressupõe uma ação menos tensa que a da tragédia, mais submetida à influência dos acontecimentos exteriores.
É possível fazer uma aproximação de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, ao drama clássico, sobretudo aos elementos da tragédia, embora sem a sua estruturação objetiva. Assim, é visível a hybris, o desafio, o crime do excesso e do ultraje, quando D. Madalena, sem cometer um crime propriamente na ação, revela a sua existência na confissão a Frei Jorge de que ainda em vida de D. João de Portugal amou Manuel de Sousa, apesar de guardar fidelidade ao marido. O crime estava no seu coração, na sua mente, embora não fosse explícito como entre os clássicos. Manuel de Sousa Coutinho também comete a sua hybris ao incendiar o palácio para não receber os governadores. A hybris manifesta-se em muitas outras atitudes das personagens.
O conflito que nasce da hybris desenvolve-se através da peripécia (súbita alteração dos acontecimentos que modifica a ação e conduz ao desfecho), do reconhecimento (agnórise) imprevisto que provoca a catástrofe. O desencadear da ação dá-nos conta do sofrimento (páthos) que se intensifica (clímax) e conduz ao desenlace. O sofrimento age sobre os espectadores, através dos sentimentos de terror e de piedade, para purificar as paixões (catarse). A reflexão catártica é também dada pelas palavras do Prior, quando na última fala afirma: "Meus irmãos, Deus aflige neste mundo àqueles que ama. A coroa da glória não se dá senão no céu."
Tal como na tragédia clássica, também o fatalismo é uma presença constante. O destino acompanha todos os momentos da vida das personagens, apresentando-se como uma força que as arrasta de forma cega para a desgraça. É ele que não deixa que a felicidade daquela família possa durar muito.
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Como referenciar
drama clássico na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$drama-classico [visualizado em 2026-06-05 06:48:33].
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