Earth, Wind & Fire

Com seis prémios Grammy, quatro Prémios da Música Americana, e mais de 50 discos de ouro, os norte-americanos Earth, Wind & Fire foram o grupo mais popular de rhythm & blues da segunda metade da década de 70, revelando influências de artistas como os Temptations, Sly and the Family Stone, ou James Brown, entre outros.
Fazem parte da sua vasta lista de êxitos temas como "Shining Star", "Reasons", "That's The Way Of The World", "Singasong", "Getaway", "Fantasy", "September", "Boogie Wonderland", "After the Love Is Gone", "Let's Groove" e "System of Survival".
Surgiram em 1969, em Chicago, por iniciativa de Maurice White (n. 19-12-42) e do seu irmão Verdine (n. 25-07-51), estreando-se no ano seguinte com o álbum homónimo. Em 1971, após a edição de The Need of Love, entrou para o grupo Philip Bailey (08-05-51). As vozes de Maurice e Bailey conferiram aos EW&F uma identidade vocal única, já patente no terceiro álbum, Last Days and Time (1972). O ano de 1973 marcou o início da afirmação do grupo através do álbum Head To The Sky. A partir deste marco importante, o sucesso não mais parou. O primeiro disco de ouro, Open Our Eyes, incluiu os êxitos "Mighty Mighty" e "Kalimba Story", mas o verdadeiro salto qualitativo na carreira do grupo foi dado através do álbum That's the Way of the World (1975), banda sonora do filme em que o grupo participou. O tema "Shining Star" constituiu-se como o primeiro grande sucesso do grupo, apesar de o filme ter fracassado.
A década de 70 viu ainda as edições dos álbuns Gratitude (1975), o segundo álbum consecutivo a atingir o número um, Spirit (1976), número dois nas tabelas, depois da morte do produtor Charles Stpeney, All 'n All (1977), terceiro lugar nas tabelas de vendas, The Best Of.... Vol.1 (1978) e I Am (1979). Na década de 80, o sucesso esbateu-se e, após o fracasso do trabalho Electric Universe (1983), o grupo encerrou a sua atividade, ainda que temporariamente. Os elementos do grupo envolveram-se na produção de outros artistas e em gravações a solo, das quais se destacou o êxito de Philip Bailey, "Easy Lover", em dueto com Phil Collins.
Em 1987, o grupo voltou a reunir-se para a gravação de Touch the World, um disco surpreendentemente bem sucedido, que incluiu o sucesso "System of Survival".
Nos anos 90, editaram os álbuns Heritage (1990), uma tentativa arrojada e falhada de aproximar o som da banda das tendências mais recentes, com participações de MC Hammer e Sly Stone, Millennium (1993), um fracasso apesar do tema "Sunday Morning" ter sido nomeado para um Grammy e In the Name of Love (1997).
Em 1994, Maurice decidiu deixar as digressões do grupo, permanecendo nas gravações em estúdio. Os seus projetos envolveram a fundação de uma editora discográfica, a Kalimba Records, e a produção de discos de jazz.
A partir daí, foram lançadas diversas re-edições do trabalho passado da banda, assim como alguns concertos ao vivo. Uma nota de destaque para as edições de Greatest Hits (1998) e Live in Rio (2000). Em 2003, a banda retomou o trabalho de estúdio, editando The Promise, um registo de continuidade, abraçando técnicas recentes e que teve uma passagem discreta pelas tabelas de vendas.
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