Economia de Produção

Do ponto de vista económico, o período neolítico aporta um conjunto significativo de alterações, provavelmente as mais importantes que conheceram os grupos humanos desde a sua origem. Foi a mutação no modo de aquisição alimentar que constituiu o elemento central e o critério determinante desta perturbação complexa: abandonando a posição de predador (ou recoletor) a tempo inteiro, o Homem vai esforçar-se por dominar as suas fontes de nutrição pela domesticação das espécies vegetais e animais, passando deste modo a uma economia de produção. Esta evolução é acompanhada da introdução de novas técnicas (cerâmica, por exemplo), pela sistematização de processos que anteriormente eram menosprezados (polimento) e por uma importante modificação no modo de ocupação dos sítios e territórios (sedentarização, casa, aldeia).
Este novo modo de exploração da natureza surgiu em diversas regiões a partir do início do Holoceno depois do recúo das últimas glaciações de Würm e do aquecimento do planeta. A sua realização cumpriu-se de forma bastante progressiva, passando por um número de etapas sucessivas, sem que nenhuma delas marque uma rutura real. A associação entre exploração racional e a gestão a longo termo dos bens naturais são elementos necessários a toda a economia humana, encontrando-se presentes quer nas sociedades de caçadores-recoletores, quer nas de agricultores.
Como referenciar: Economia de Produção in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-22 02:22:28]. Disponível na Internet: