economias de gama

Uma vertente fundamental da vida e da gestão empresarial prende-se com a avaliação dos recursos que cada organização tem ao seu dispor no que concerne à sua natureza, às suas aplicações e utilidade, às eventuais insuficiências e aos custos que implicam. De facto, a concretização dos objetivos de uma empresa, designadamente em termos de rendibilidade, vai depender da relação entre o mérito e o custo dos recursos que por ela sejam utilizados. Assim, o estudo das origens das economias ou deseconomias de custos dentro de uma empresa é uma das incumbências fundamentais da gestão empresarial.
A eficiência na gestão dos recursos implica portanto a minimização dos custos associada à busca da melhor utilização possível desses mesmos recursos de forma a maximizar o desempenho da empresa nos mercados onde intervém.
Neste contexto, podem identificar-se três tipos fundamentais de fenómenos de economia de custos e associado aumento de produtividade: economias de escala (diminuição dos custos unitários dos produtos através do aumento do volume de produção); economias de experiência (diminuição dos custos unitários como resultado da aprendizagem das formas mais eficientes para o desempenho das funções dos trabalhadores); e economias de gama. As economias de gama aparecem genericamente em situações de alargamento do leque de atividades de uma empresa, e traduz-se na diminuição dos seus custos unitários gerais como resultado da criação de sinergias entre os vários recursos e/ou atividades que passam a ser utilizados.
O aproveitamento de economias de gama, designadamente no âmbito da entrada em novas áreas de negócio, pressupõe antes de mais uma avaliação cuidada de todas as utilizações possíveis para os recursos e atividades de uma determinada empresa. Essa avaliação cuidada pode ser a alavanca para a criação de novos produtos ou serviços que vão partilhar os recursos já existentes com os produtos ou serviços já comercializados e assim potenciar uma diminuição do custos unitários da empresa. Alguns exemplos de recursos que podem potenciar a ocorrência de economias de gama são a imagem de marca, as infraestruturas tecnológicas, o pessoal qualificado, a rede de conhecimentos empresariais, etc.
No entanto, a eventual ocorrência de economias de gama deve ser sempre analisada tendo em conta o eventual aumento do grau de complexidade de uma empresa como resultado do alargamento do leque de produtos ou serviços comercializados. De facto, a eventual ocorrência de deseconomias de custos associada ao aumento do grau de complexidade da atividade da empresa pode reduzir ou anular os efeitos das economias de gama.

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