Eduardo Brasão

Ator português, de nome completo Eduardo Joaquim Brasão, nascido em 6 de fevereiro de 1851 e falecido em 19 de maio de 1925, em Lisboa. Frequentou a Escola Naval, mas não sentindo a menor vocação para a Marinha, estreou-se como ator no teatro Baquet, na cidade do Porto. Percorreu quase todos os teatros do País, sendo dotado de excecionais qualidades. Tendo interpretado grandes figuras históricas, foi, essencialmente, um ator de comédia, apesar de ter representado também drama e tragédia ao lado de sua mulher Rosa Damasceno, com quem trabalhou em peças como Otelo (1896), Hamlet (1899), ambas de William Shakespeare, e D. João Tenório (1909), de Zorrilla. Ao lado dos Irmãos Rosas, fundou a Companhia Rosas Brasão com a qual fez numerosas visitas ao Brasil. Foi também um dos pioneiros do cinema português, protagonizando um dos primeiros filmes de época: foi D. Afonso IV em Rainha Depois de Morta (1910), um histórico sobre o assassinato de Inês de Castro. Participou também em Os Olhos da Alma (1923), O Fado (1923), As Pupilas do Senhor Reitor (1924) e O Desconhecido (1926). Foi homenageado diversas vezes, tendo mesmo recebido o grau de Cavaleiro de Sant'Iago e a Comenda de Cristo.
Como referenciar: Eduardo Brasão in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-21 04:32:33]. Disponível na Internet: