Edward Bulwer-Lytton

Escritor inglês, de nome completo Edward George Earle Bulwer-Lytton, nasceu a 25 de maio de 1803, na cidade de Londres. Oriundo de uma família da aristocracia cortesã, foi deixado aos cuidados da mãe quando o pai, chamado a capitanear as tropas de Lancashire contra a eminência de uma invasão napoleónica, acabou por falecer, malgrado o facto de não se ter concretizado qualquer confronto armado. O jovem Edward contava apenas quatro anos, e o facto de ser órfão de pai veio-lhe causar transtornos na escola em Fulham. Manifestando maus-tratos, foi transferido para Rottingdean, de onde saiu para receber a educação clássica [Retórica, Latim, Grego e História] em Ealing e a preparação da Matemática por um tutor privado da Universidade de Oxford.
Aos dezassete anos viveu o seu primeiro grande amor. Separado pela família da amada, que se apressou a casá-la com outro homem, Bulwer-Lytton verteu a sua dor em poemas de travo exótico e aventureiro. Ismael: An Oriental Tale, with Other Poems foi publicado em 1820 e elogiado por Sir Walter Scott.
Dois anos depois, em 1822, ingressou no Trinity College da Universidade de Cambridge. Graças ao seu percurso educativo, ficou dispensado das aulas. Publicou uma nova coletânea de poemas em 1823, com o título Delmour; or, A Tale of a Sylphid, and Other Poems, obra que valeu ao seu autor algumas críticas negativas por parte da imprensa. Estreou-se como romancista em 1825, ao publicar o trabalho Rupert de Lindsay. No ano seguinte, tendo conseguido o seu diploma universitário, viajou até Paris, experiência que resultaria na produção de The Disowned (1828).
Em 1829 Bulwer-Lytton decidiu tentar a sua mão no género do romance histórico, aparecendo com Devereux, obra situada no reinado da Rainha Ana de Inglaterra. Mas seria a publicação de The Last Days Of Pompeii (1834, Os Últimos Dias de Pompeia), obra escrita num estilo pomposo que consagrou Bulwer-Lytton como romancista de gabarito internacional.
Tendo iniciado uma carreira política em 1831, foi eleito membro do Parlamento como liberal radical e ocupou o assento durante onze anos. No entanto, passou-se para a fação conservadora em 1852, após nomeação para a Casa dos Lordes.
A velhice trouxe consigo uma surdez crescente e que o isolou do mundo social, prejudicando o desempenho das suas funções no Parlamento, revelando-se incapaz de seguir as arengas dos seus colegas.
A 4 de janeiro de 1873, Bulwer-Lytton começou a queixar-se de dores agudas e zumbidos em ambos os ouvidos e, alguns dias mais tarde, cegou. Após uma agonia prolongada, em que o autor sofreu de ataques epiléticos, Bulwer-Lytton acabou por falecer, vítima de uma otite que alastrou ao cérebro, a 18 de janeiro de 1873.
Ilustrativo da reputação que o autor conseguiu para a posteridade é o facto de se ter instituído, a partir de 1982, um concurso anual de ficção que leva o seu nome, e que é destinado a eleger os piores escritores de língua inglesa.
Como referenciar: Edward Bulwer-Lytton in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-24 02:49:03]. Disponível na Internet: