Edward G. Robinson

Ator norte-americano, nascido a 12 de dezembro de 1893, em Bucareste, e falecido a 26 de janeiro de 1973, vítima de cancro. De nome verdadeiro Emmanuel Goldenberg, fez-se notar pelas suas caracterizações de duro e de líder, especialmente em filmes de gangsters. Os seus pais, emigrantes romenos, pisaram solo americano em 1903, tendo iniciado uma nova vida em Nova Iorque. Apesar de inicialmente ter pretendido seguir a carreira de rabino, o facto de ter sido um aluno exemplar durante o liceu, fê-lo ganhar uma bolsa de estudo para Artes Dramáticas. Em 1913, estreou-se nos palcos, tendo chegado poucos anos depois à Broadway , onde a sua baixa estatura e nariz adunco fizeram com que interpretasse, sobretudo, papéis de judeu. Chegou ao cinema ainda na época do mudo com The Bright Shawl (1923). Tornou-se conhecido junto do público americano com a sua personagem de líder mafioso, em Little Caeser (1930), criando um padrão de interpretação que viria a ser seguido por outros atores em filmes com a mesma temática. Passeando a sua extraordinária versatilidade, em breve se tornou numa das principais figuras de Hollywood, protagonizando títulos significativos como A Slight Case of Murder (Um Crime Sem Importância, 1938), The Sea Wolf (O Lobo do Mar, 1941) e Key Largo (Paixões em Fúria, 1948). Embora reconhecido como um excelente ator, nunca recebeu qualquer nomeação para Óscar. Só a nível internacional é que viu o seu palmarés enriquecido com a atribuição do Prémio para Melhor Interpretação Masculina no Festival de Cannes por House of Stangers (Sangue do Meu Sangue, 1949), onde desempenhou um impiedoso banqueiro que manobra os seus quatro filhos para alcançar fins lucrativos. Em 1952, foi acusado pelo senador McCarthy de ser um simpatizante dos ideais comunistas. Quando todos vaticinavam o fim da sua carreira, Robinson enfrentou a Comissão de Investigação às Atividades Anti-Americanas e provou a sua inocência. Continuou a marcar presença nas grandes produções: foi Datão, em The Ten Commandments (Os Dez Mandamentos, 1955), Maurice Kruger, em Two Weeks in Another Town (Duas Semanas Noutra Cidade, 1962) de Vincent Minnelli, e o Secretário do Interior, em Cheyenne Autumn (O Grande Combate, 1964). Em 1972, viu a sua carreira ser justamente homenageada pela Academia de Hollywood com a atribuição dum Óscar Honorário. O seu último filme foi Soylent Green (À Beira do Fim, 1973), uma película de ficção científica.
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