efeito de Kerr

O efeito de Kerr, como o próprio nome indica, foi descoberto em 1875 pelo físico e teólogo britânico John Kerr, que nasceu em Ardrossan, na Escócia, a 17 de dezembro de 1824, e faleceu em Glasgow a 18 de agosto de 1907.
Este efeito descreve a capacidade de certas substâncias para refratar de maneira diferente ondas luminosas, que vibram em duas direções, quando a substância é colocada num campo elétrico.
O fenómeno é motivado pelo facto de certas moléculas possuírem dipolos elétricos, os quais tendem a estar orientados pela aplicação do campo. Os movimentos normais desordenados das moléculas tendem a destruir esta orientação e o equilíbrio é atingido pela intensidade relativa do campo, a temperatura e as intensidades dos momentos dipolares. O efeito de Kerr é observado na célula de Kerr, a qual é constituída por um recipiente de vidro contendo a substância líquida ou gasosa. No recipiente encontram-se inseridas duas placas de condensador e a luz atravessa-as perpendicularmente à direção do campo elétrico.
Utiliza-se a técnica da célula de Kerr, por exemplo, nas películas fotográficas.
O interruptor de Kerr é formado por uma célula de Kerr cheia de um líquido (geralmente nitrobenzeno) colocado entre dois polarizadores cruzados. O campo elétrico é ajustado de modo a ficar perpendicular ao eixo do feixe de luz e a 45º do eixo dos polarizadores.
Na ausência de um campo não existe percurso ótico através do dispositivo. Quando se liga o campo, o nitrobenzeno torna-se duplamente refrangente e abre-se um percurso entre os polarizadores cruzados.

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