efeito fotoelétrico

O efeito fotoelétrico consiste na emissão de eletrões por um metal, quando sobre este se faz incidir radiação eletromagnética. O número de eletrões emitidos depende da intensidade da radiação.
Neste método, os átomos do elemento em estudo são bombardeados com fotões de elevada energia, como por exemplo, raios X ou radiação ultravioleta (UV). Cada fotão, ao incidir num desses átomos, pode remover um qualquer dos seus eletrões transformando o átomo num ião monopositivo.
Como a radiação incidente é muito energética, de energia superior à necessária para remover qualquer dos eletrões do átomo, o excesso surge na forma de energia cinética do eletrão. Historicamente, esta experiência é muito importante em física, pois é a base da moderna teoria quântica.
A equação que descreve a velocidade de emissão dos eletrões no efeito fotoelétrico, foi proposta pelo físico alemão Albert Einstein.
A técnica fotoelétrica baseia-se na incidência de um feixe de radiações muitíssimo energéticas sobre a amostra em estudo, na fase gasosa, de forma a remover-lhe eletrões, um por átomo.
Os eletrões removidos são obrigados a passar por um campo elétrico, sendo tanto mais desviados da trajetória inicial, quanto maior for a sua velocidade.
O aparelho detetor faz o registo das diferentes velocidades desses eletrões, o que permite calcular as respetivas energias cinéticas.
Uma vez determinada a energia cinética dos diferentes eletrões e como se conhece a energia do feixe incidente, é possível calcular a energia de remoção dos diferentes eletrões, também designada de energia de remoção eletrónica.
Estas energias não são mais que as energias de ionização.
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